F1

Hamilton lembra 2007 e culpa McLaren por rivalidade com Alonso: “Nunca tive problemas com ele”

Lewis Hamilton e Fernando Alonso foram novamente confrontados sobre a rivalidade travada entre os dois em 2007, na McLaren, e que até hoje rendem revelações. Mas o britânico disse que não teve problemas com o bicampeão e que toda a crise foi criada pela equipe
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Lewis Hamilton e Fernando Alonso em Abu Dhabi (Foto: Twitter)

A despedida de Fernando Alonso da F1 neste fim de semana, em Abu Dhabi, levou o espanhol a ser o centro das atenções da entrevista coletiva oficial desta quinta-feira (22) em Yas Marina. O bicampeão do mundo teve ao seu lado Lewis Hamilton, com quem travou uma rivalidade explosiva que rachou a McLaren em 2007 e, de certa forma, representou um divisor de águas na carreira dos dois pilotos.
 
Hamilton foi promovido a titular da McLaren e tinha todo o respaldo do chefão Ron Dennis. Alonso chegava depois de ter sido contratado a peso de ouro após os dois melhores anos da carreira como campeão em 2005 e 2006 pela Renault. Só que Lewis teve uma performance marcante e lutou com o espanhol que, por sua vez, não aceitou o fato de a McLaren não lhe dar preferência.
 
O auge da rivalidade aconteceu no GP da Hungria daquele ano, marcado por uma grande polêmica no treino classificatório e, conforme revelado nesta semana pela BBC, houve até uma tentativa de chantagem por parte de Alonso para que Hamilton fosse prejudicado em Budapeste.
Lewis Hamilton e Fernando Alonso em clima harmonioso nesta quinta-feira em Abu Dhabi (Foto: Twitter)
Passados 11 anos de um ano efervescente, Alonso seguiu com dois títulos mundiais, enquanto Hamilton tornou-se um dos maiores de todos os tempos, pentacampeão e com fome para muito mais. O passar dos anos fez com que toda a tensão daquele 2007 fosse arrefecida, até esquecida pelos dois.
 
“Tivemos bons e maus momentos. Ele estreou antes de mim, E ele é parte do motivo pelo qual estou aqui. É um privilégio fazer parte da era de Alonso, vou sentir sua falta”, declarou Lewis em entrevista coletiva lado a lado do espanhol em Abu Dhabi.
 
O piloto da Mercedes culpou a gestão da McLaren pela rivalidade entre os dois e salientou que tinha até uma relação amistosa com Alonso por trás das câmeras.
 
“Nunca tive nenhum problema pessoal com Alonso. Era mais sobre como a equipe estava administrando tudo e por nos ter colocado nessa situação. Nunca houve um problema entre nós além de querer vencermos. Jogávamos NBA 2K, havia muita harmonia fora da pista. O respeito entre nós é grande”, garantiu.
 
A torcida de Hamilton é que seu primeiro rival na F1 volte em breve ao Mundial. “Espero que Fernando volte porque sempre o respeitei como piloto. Espero que ele tenha um bom futuro”, complementou.
 
Hamilton também foi questionado sobre um dos grandes momentos na temporada: a virada no campeonato no GP da Alemanha, em Hockenheim, onde saiu do meio do grid e aproveitou o grande revés sofrido por Sebastian Vettel para vencer na casa do rival e arrancar rumo ao penta da F1.
 
“Este é um dos anos que melhor lembro em termos de competitividade. Na Alemanha, tivemos um problema na coluna de direção na classificação. Tiramos o máximo no domingo. No fim, aquilo mostrou a verdadeira força da equipe. Buscamos soluções para voltar ao topo do grid. Tive de esquecer o erro e fazer tudo para buscar as primeiras posições. Foi uma oportunidade e tive de aproveitá-la e não cometer erros”, pontuou.
 
Por fim, Lewis, de 33 anos, comemorou a volta de Robert Kubica à F1. O polonês é menos de um mês mais velho que Hamilton, que brincou com a situação. “Kubica é mais velho do que eu, né? É incrível, eu seria o segundo mais velho e agora vou ser o terceiro, então é bom demais. Sei que ele passou momentos muito difíceis nos últimos anos, espero que ele possa trabalhar bem seus pontos fracos, e acho que isso vai ser bom para o esporte”, concluiu.