Hamilton nega status de número 1 na Mercedes e culpa Red Bull por má relação entre Vettel e Webber

Mesmo beneficiado pela Mercedes, Lewis Hamilton garantiu que não há piloto número 1 e 2 na equipe alemã e disse que a Red Bull é culpada pelo relacionamento difícil entre Mark Webber e Sebastian Vettel, na esteira do episódio do GP da Malásia

Rivalidade entre Senna e Prost teve início com atitude como a de Vettel

Mesmo sendo beneficiado por uma decisão da Mercedes no GP da Malásia, quando o chefe Ross Brawn impediu que Nico Rosberg o atacasse na parte final da corrida, Lewis Hamilton garantiu que não há "piloto número 1 e número 2" na equipe alemã. E o inglês foi ainda mais longe e também falou sobre o episódio envolvendo a Red Bull. A equipe austríaca havia pedido para que Mark Webber, então líder da prova em Sepang, e Sebastian Vettel, o segundo colocado, mantivessem as posições até o final, mas o alemão contrariou a ordem, ultrapassou o companheiro de equipe e venceu a prova. A atitude irritou Webber, que disparou contra o companheiro e o time.

Hamilton não ficou muito satisfeito com a terceira posição na corrida (Foto: Getty Images)

O campeão de 2008 acredita que a culpa pela situação vivida agora pela esquadra chefiada por Christian Horner é dela mesmo. Hamilton acredita que favorecendo Vettel, mesmo sem oficializar a posição de primeiro piloto, o time causou a grande tensão que existe entre os dois colegas. O relacionamento entre o tricampeão e o australiano começou a se deteriorar ainda em 2010, após um polêmico acidente entre ambos no GP da Turquia e azedou de vez três provas depois, na Inglaterra, quando a Red Bull tirou uma nova asa dianteira do carro de Webber e a entregou a Vettel.

"A Red Bull tem claramente um piloto número um e um piloto número dois. E eles sempre tiveram. E é por isso que sempre vão ter problemas", afirmou Lewis à imprensa inglesa. "Nós não temos isso na Mercedes. Eu sempre disse, desde o momento em que cheguei aqui, que quero uma condição de igualdade com Nico (Rosberg). Eles não me ofereceram preferência, mas eu quero deixar claro que não sou um piloto que chega e exige isso", acrescentou o inglês.

Hamilton afirmou ainda que a insistência na igualdade condições foi uma das razões para o clima de pouco entusiasmo no pódio em Sepang. "Você precisa ser capaz de olhar para si mesmo no espelho e dizer que ganhou de forma justa. Na Malásia, não sinto que ganhei de maneira justa. Embora eu sinta que tenha tido um desempenho decente, não me sinto totalmente satisfeito", finalizou.

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