Hamilton reconhece “dia muito ruim”, mas agradece à Mercedes por “conseguir somar alguns pontos” na Hungria

Lewis Hamilton não foi nem sombra do brilhante piloto que dominou todas as atividades de pista em Hungaroring no fim de semana. Neste domingo, o britânico fez sua pior corrida na temporada, mas ainda assim conseguiu se manter na liderança do campeonato

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Tudo indicava que Lewis Hamilton conquistaria até com certa facilidade sua quinta vitória no GP da Hungria, superando Michael Schumacher como maior vencedor da história de 30 anos da prova. Mas seu favoritismo ruiu tão logo as luzes se apagaram, autorizando a largada neste domingo (26).

Assim como aconteceu em Silverstone, Hamilton tracionou mal e acabou dando espaço para quem vinha atrás. Assim, Sebastian Vettel deu o pulo do gato e avançou para a liderança, o que seria decisivo para sua vitória em Hungaroring. Enquanto isso, Hamilton teve uma corrida caótica.

Lewis Hamilton não conseguiu converter a pole-position em vitória neste domingo (Foto: AP)

“A largada não foi o mais complicado. A Ferrari ou qualquer um que estivesse atrás teria uma boa largada. Mas foi uma tarde difícil”, explicou o britânico em entrevista coletiva logo após a prova no circuito magiar. “Hoje foi incrivelmente bizarro. Será que eu merecia algum ponto? Só pela graça de Deus! Preciso ganhar fôlego e voltar mais forte na próxima corrida", acrescentou.

De fato, logo após a largada, Hamilton duelou com Nico Rosberg pelo terceiro lugar, mas cometeu um erro na entrada da chicane e passou reto, caindo para décimo. Daí por diante, coube ao bicampeão do mundo tentar escalar o pelotão, o que acabou acontecendo até certo ponto.

Foi assim, por exemplo, na luta com Felipe Massa e Sergio Pérez, que foram ultrapassados no fim da reta dos boxes. Mas o piloto de 30 anos teve de lidar com muitas dificuldades na briga contra os competitivos carros da Red Bull. E após a relargada, Hamilton jogou duro com Daniel Ricciardo, tocou no carro do australiano e levou a pior, ficando com a asa dianteira quebrada.

Daí por diante, foi uma corrida de recuperação. Por isso, o resultado, que poderia ter sido bem pior — sobretudo se Nico Rosberg tivesse chegado ao pódio —, seria um alívio para Hamilton. “Eu ainda nem sequer pensei sobre isso”, disse.

Toque entre Ricciardo e Hamilton durante a relargada (Foto: Reprodução/Twitter)

“Não sei se foi falta de concentração ou qualquer outra coisa. Definitivamente, tive um dia muito ruim no escritório, mas sou grato pela equipe, que conseguiu fazer um grande trabalho com as chamadas para o pit-stop, e nisso pelo menos consegui somar alguns pontos”, destacou.

Após o GP da Hungria, Hamilton soma 202 pontos, contra 181 de Rosberg. Vettel, com o triunfo neste domingo, alcançou 160. Agora, o britânico segue para a segunda fase da temporada, não sem antes um providencial descanso de quase quatro semanas. Em 2014, esta foi a melhor fase do piloto, que espera novamente por um período forte para assegurar o tricampeonato mundial.

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