F1

Hartley relata desobediência à ordem da Toro Rosso e Gasly rebate: “Ele não passou por dez voltas”

12º colocado no GP do Brasil, Brendon Hartley afirmou que Pierre Gasly ignorou uma ordem da Toro Rosso para deixá-lo passar. O francês, porém, afirmou acatou a ordem, mas não foi superado pelo companheiro de equipe por dez voltas
Warm Up, de São Paulo / JULIANA TESSER, de Interlagos / NATHALIA DE VIVO, de Interlagos
 Pierre Gasly (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Brendon Hartley e Pierre Gasly tiveram um ligeiro desentendimento no GP do Brasil deste domingo (11). O neozelandês relatou que o #10 ignorou uma ordem da Toro Rosso de deixá-lo passar, mas o francês justificou que foi o companheiro de equipe que não agiu para superá-lo.
 
13º colocado em Interlagos, Hartley se mostrou satisfeito com a corrida, mas disse não entender a postura de Gasly.
 
“Eu fiz uma corrida realmente forte. Larguei com o pneu mais duro e sabia que isso seria complicado nas primeiras voltas, mas eu tinha de manter aqueles pneus pelo maior tempo que pudesse. Nós sabíamos que éramos os únicos a largar com os médios, então fizemos um stint longo, muito longo”, explicou Hartley. “Estou muito feliz com a maneira como controlamos os pneus, mas nós não tínhamos o ritmo da Sauber, da Haas ou da Force India. Desde sexta-feira, nós éramos rápidos nos short-runs, mas realmente tínhamos dificuldade com o ritmo de corrida”, seguiu. 
Brendon Hartley não ficou muito feliz com Pierre Gasly (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Terminar em 11º era realmente o máximo que eu podia ter feito hoje largando em 16º e estou realmente orgulhoso com as últimas voltas, eu estava alcançando meu companheiro de equipe. Eu perguntei o que aconteceria. Obviamente, eu poderia receber três respostas diferentes: disputem um com o outro, mantenha a posição ou ele vai te deixar passar”, ponderou. “Recebi a informação de que ele me deixaria passar, então eu não estava dependendo do carro de trás e podia cuidar dos meus pneus. Fiz isso no mesmo instante, esperando que ele me deixasse passar. Em quatro ou cinco ocasiões, isso não aconteceu. O restou eu não sei. No fim, eu fiz a ultrapassagem de maneira limpa, destruí os meus pneus. E mesmo que não tenha resultado em pontos, estou muito feliz com o resultado e com a ultrapassagem”, completou.
 
Gasly, por outro lado, deu uma versão diferente. O francês contou que estava lidando com o consumo de combustível, mas que foi o companheiro de equipe que não agiu para superá-lo.
 
“Eu estava ficando sem combustível, não tinha nenhum combustível sobrando para o fim da corrida. Eu estava simplesmente rodando nas últimas duas voltas”, contou Pierre. “Mas, se você está nessa posição, você tem de correr. Além disso, ele estava com pneus macios novos e eu estava com os médios. Eu disse a eles: ‘Ok, se ele está assim mais rápido, ele pode me passar’, mas, por alguma razão, ele na fez isso por dez voltas. Como eu estava com uma situação tão critica de combustível, fiz isso com duas voltas para o fim”, continuou.
 
Gasly, porém, não esperava nada muito melhor da Toro Rosso, já que entende que não tinha ritmo para um resultado melhor.
 
“Nós, claramente, não tínhamos o ritmo”, admitiu Gasly. “Foi uma diferença grande de performance que precisamos entender. Focamos demais em termos de setup em uma única volta e isso não foi o ideal para a corrida, então nós precisamos repassar tudo, mas, certamente, foi uma grande, grande falta de ritmo em comparação com o que vimos”, finalizou.
 
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