Homem-forte da McLaren e acionista desde 1984, Mansour Ojjeh morre aos 68 anos

Nascido na Arábia Saudita e radicado na França, Mansour Ojjeh foi, por muitos anos, a principal figura da McLaren, uma das mais tradicionais equipes da Fórmula 1. O empresário franco-árabe teve sua morte confirmada na manhã deste domingo (6)

Leclerc surpreende e é pole: assista aos melhores momentos da classificação da F1 no Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A McLaren anunciou, na manhã deste domingo (6), o passamento de uma das suas principais figuras ao longo da história. Mansour Ojjeh, empresário franco-árabe, morreu aos 68 anos em Genebra, cercado pela sua família, conforme informou a equipe de Woking.

“É com grande pesar que a McLaren informa a morte de Mansour Ojjeh, acionista da McLaren desde 1984. Ojjeh faleceu em paz na manhã de hoje em Genebra, aos 68 anos, cercado por sua família. Um comunicado completo ainda será emitido. Todos na McLaren sentem sua perda juntos com sua família, a quem a equipe manda suas condolências”, escreveu a equipe.

Mansour Ojjeh, homem-forte da McLaren e acionista desde 1984, morreu aos 68 anos (Foto: McLaren)

Ojjeh era líder do Grupo TAG quando, em 1985, a holding com sede em Luxemburgo costurou uma parceria com a McLaren após contatos iniciados por Ron Dennis, então diretor-geral da equipe inglesa. Até aquele momento, Ojjeh era investidor na Williams, que foi a sua porta de entrada na Fórmula 1.

Ao lado de Dennis, com quem estabeleceu amizade naqueles anos 1980, foi um dos rostos do sucesso da McLaren no meio da década. Inicialmente com motores que levaram a marca TAG e eram produzidos pela Porsche, o time foi tricampeão: com Niki Lauda em 1984 e Alain Prost nos dois anos seguintes.

A partir de 1988, veio a era do domínio com motor Honda, com Ayrton Senna e novamente Prost. A McLaren seria ainda bicampeã com Mika Häkkinen, 1998 e 1999, e faturaria o Mundial de 2008, com Lewis Hamilton, essas últimas com motor Mercedes.

Há três anos, em 2018, Dennis vendeu as últimas ações que ainda restavam para a companhia de investimento Mumtakalat, pertencente à família real barenita, que se transformou na acionista majoritária.

Ojjeh se manteve cada vez mais sumido desde que passou por um transplante de pulmão, em 2013, e já havia deixado o papel diretivo que tinha na divisão de F1 do Grupo McLaren, em julho de 2018, para simplificar a estrutura em meio a uma reformulação. Em 2020, já com a equipe totalmente reestruturada e tendo como CEO Zak Brown, Ojjeh deixou o posto de conselheiro diretivo da McLaren, mas permaneceu como acionista. O cargo na equipe foi herdado pelo filho, Sultan Ojjeh.

Mansour Ojjeh foi figura icônica da McLaren desde 1984 (Foto: McLaren)

Stefano Domenicali, atual presidente e CEO da Fórmula 1, também prestou homenagem ao empresário. “Fiquei chocado ao saber que nosso grande amigo Mansour morreu. Ele era alguém com incrível talento, paixão e energia e era um gigante do nosso esporte. Sentirei muita falta dele e toda a comunidade da F1 também”, escreveu o italiano em comunicado.

A Mercedes, que foi uma grande parceira da McLaren por 20 anos, entre 1995 e 2014 e que voltou a contar com os motores alemães em 2021, também se solidarizou após a morte do empresário. Em comunicado assinado por Ola Kallenius e Toto Wolff, a marca da estrela de três pontas lembrou o legado deixado por Ojjeh.

“Mansour era um ícone dos negócios e tinha profunda paixão por corridas. Junto com Ron Dennis na McLaren, ele estabeleceu uma nova referência de como uma equipe de Fórmula 1 poderia ser dirigida, e a Mercedes desfrutou de momentos icônicos ao lado dele durante muitos anos de parceria. Mansour também foi um lutador e um amigo verdadeiro e leal. Ele fará muita falta. Mandamos nossas sinceras condolências a Kathy [esposa] e sua família”.

Quem também se manifestou foi Lewis Hamilton, que foi ligado à McLaren desde a infância até deixar o time rumo à Mercedes no fim de 2012. “Vou para a corrida com coração pesado pela perda de um amigo próximo, Mansour Ojjeh. Ele tinha o maior dos corações e sempre ofereceu os maiores sorrisos. Sou muito grato por ter conhecido um homem assim. Esse homem amou incondicionalmente. Descanse em paz, irmão. Eu te amo sempre.”

A Fórmula 1 anunciou que fará minuto de silêncio em homenagem à morte de Ojjeh antes da largada do GP do Azerbaijão, que acontece às 9h (Brasília, GMT -3).

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