F1
11/07/2017 11:56

Honda se descontenta com mudança no comando e decide romper contrato com Sauber, revela jornal alemão

O 'Bild' revelou nesta terça-feira (11) que a saída de Monisha Kaltenborn e a ausência de comando e desenvolvimento da Sauber fizeram com que a Honda quebrasse o contrato que teria validade a partir de 2018. A permanência da montadora na F1, assim, vira uma grande dúvida, já que a McLaren negocia com a Ferrari
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Pascal Wehrlein (Foto: Sauber)

A F1 está por viver mudanças fortes em 2018 — e não é no mercado de pilotos. Depois da notícia que 'La Gazetta dello Sport' soltou na manhã desta terça-feira (11) a respeito de uma possível aliança entre McLaren e Ferrari para o ano que vem, o jornal alemão 'Bild' não ficou atrás e jogou o que pode ser um grande ponto de interrogação no futuro da Honda na categoria: a montadora vai quebrar o acordo com a Sauber.
 
De acordo com o 'Bild', o motivo se encontra na saída de Monisha Kaltenborn do comando da equipe nos dias subsequentes. A ex-dirigente indiana foi a responsável pelo acordo entre as partes, anunciado no começo de maio. Às vésperas do GP do Azerbaijão, ela foi sacada por divergências com a nova cúpula da escuderia, que queria privilégios para Marcus Ericsson, enquanto Monisha queria uma situação igual para Pascal Wehrlein.
Qual motor a Sauber vai usar em 2018? (Foto: Sauber)

A Sauber é comandada pelo fundo suíço Longbow Finance e está sem chefe de equipe. A Honda não gostou da ausência de Monisha tampouco do desenvolvimento da relação desde então. É o que levou à abrupta e inesperada ruptura.
 
Assim, a equipe vai ter de voltar a negociar com as outras montadoras restantes, e o mais provável é que a Sauber tente um novo acordo com a Ferrari. A questão é que a McLaren já está conversando aquela que seria uma inédita e surpreendente parceria para 2018.
 
E sem a Sauber e, provavelmente, sem a McLaren, a Honda fica sem nada para o ano que vem. A não ser que arrume de última hora um time que a queira — claro, despejando mais dinheiro do que imaginava. Do contrário, deixaria melancolicamente a F1 e a categoria com apenas três fornecedoras.
 
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