Hülkenberg minimiza risco de ficar fora da F1 em 2020: “A vida continua”

Nico Hülkenberg admitiu que conversou algumas vezes com a Alfa Romeo e está em compasso de espera pela definição da dupla da equipe, deixando claro que um retorno à Williams não é opção. A respeito do risco de continuar ou não na F1, o alemão se mostra tranquilo: “Estou em paz comigo mesmo, durmo bem às noites”

Fora dos planos da Renault após o fim da atual temporada, Nico Hülkenberg tem a consciência de que só lhe resta uma opção plausível para continuar no grid do Mundial de F1 em 2020: a Alfa Romeo. A escuderia ítalo-suíça ainda não definiu sua dupla de pilotos, mas a Ferrari procura exercer sua vontade para manter Antonio Giovinazzi ao lado de Kimi Räikkönen no ano que vem. Nico, que estreou na F1 pela Williams em 2010, deixa claro que não vê um retorno ao time de Grove como uma opção. Por outro lado, o alemão não descartou a possibilidade de ficar fora do campeonato no ano que vem, algo que vem sendo encarado com tranquilidade.

 
“Conversamos algumas vezes com eles [Alfa Romeo]. Agora estou esperando para ver o que eles decidem. Talvez não pilote em lugar nenhum”, admitiu Nico em entrevista coletiva na última quinta-feira (31) em Austin, palco do GP dos EUA neste fim de semana.
Nico Hülkenberg reconheceu que há chances de ficar fora da F1 em 2020 (Foto: Renault)
“Estou em paz comigo mesmo. Durmo bem às noites. Gostaria de continuar pilotando, mas, se não, a vida continua”, garantiu.
 
Além de avisar que não trabalha com a opção de atuar como piloto reserva em uma das três melhores equipes do grid, Hülkenberg explica porque descartou seu retorno à equipe que o projetou na F1.
 
“Acho que a Williams precisa de outra pessoa. Acho que não sou o piloto certo para eles. Pelo momento na minha carreira em que estou e pela posição em que eles estão na tabela de tempos, acho que não é o momento correto para nós. Com todo o devido respeito à equipe. Obviamente, pilotei para eles, mas não acho que vai acontecer”, disse.
 
Por fim, Nico fez um discurso para defender sua permanência no grid e ressaltou sua qualidade. “Rendi bem todos esses anos, de forma consistente. Muitas vezes, quando outros não conseguiram um lugar, ainda me queriam, me contrataram e me pagavam para pilotar. Isso diz sobre minha qualidade”.
 
“Claro que gostaria de ter mais pontos, pódios e vitórias, mas sei o motivo pelos quais não os tenho, talvez as coisas não saíram como o esperado, simplesmente”, complementou o piloto, recordista de corridas sem pódios no Mundial de F1, um jejum de 174 GPs.
 
O GP dos Estados Unidos acontece neste fim de semana, com os primeiros treinos livres tendo início nesta sexta-feira. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL. Siga a cobertura aqui.

 

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