F1
04/11/2013 13:54 - Atualizada 04/11/2013 15:08

Investidora Quantum pede acordo com Hülkenberg para 2014 e cria novo problema para Lotus

A Quantum chegou com a grana que a Lotus esperava desde abril, mas no pior momento possível. Querendo Nico Hülkenberg para o lugar de Kimi Räikkönen, a investidora traz uma nova questão para a equipe, que já tem um contrato assinado com Pastor Maldonado e seus milhões da PDVSA para 2014
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Kimi Räikkönen quase nem correu em Yas Marina (Foto: Getty Images)

A chegada da Quantum com o dinheiro prometido para se tornar investidora e acionista da Lotus é a salvação financeira para a equipe que briga pelo vice-campeonato deste ano com Mercedes e Ferrari. Só que a tardia conclusão do acordo, esperada desde abril, acaba trazendo mais um problema para Éric Boullier e a cúpula.

Se o grupo investidor árabe era escuso em suas ações práticas, ao menos sempre expôs abertamente que queria contar com os serviços de um piloto: Nico Hülkenberg. "Nós, como proprietários e acionistas, deixamos bem claro qual é nossa preferência", declarou o chefe da Quantum, Mansoor Ijaz, à revista 'Autosport', em Abu Dhabi, onde a F1 disputou no último final de semana a antepenúltima etapa do Mundial 2013.
Nico Hülkenberg era o preferido do grupo Quantum para integrar a Lotus em 2014 (Foto: Getty Images)

"Gostaria que a transição tivesse sido mais tranquila entre Kimi e o próximo piloto, que acreditamos ser Hülkenberg", declarou. "Mas, às vezes na vida, as coisas não acontecem tão claramente quanto você gostaria que fossem."

As coisas não muito claras, no entanto, levaram a Lotus a agir conforme sua necessidade. Os bons milhões da PDVSA e o interesse claro de Pastor Maldonado em sair da Williams fizeram com que o time fosse à Venezuela para ajudar a negociar a ruptura do acordo com a equipe rival e apresentasse ao piloto o contrato que era para ter sido assinado por Hülkenberg, conforme revelado pelo jornalista Américo Teixeira Jr.

Indagado sobre o fato, o novo dirigente esquivou-se. "Esta parte não cabe a mim comentar. Posso dizer que o contrato foi preparado", limitou-se a dizer Ijaz, colocando pressão sobre a Lotus. "Sei que Nico está animado com isso e acho que é uma questão de tempo até que tudo seja finalizado."

Hülkenberg também sempre foi a preferência de Boullier, que não nutre os melhores sentimentos por Maldonado desde a época em que o chefiou na Dams na World Series e no RDD, programa de desenvolvimento de pilotos da Renault, em 2005. Mas diante da incerteza que pairava sobre a equipe, a cúpula se viu obrigada a se curvar para o vultoso apoio da petrolífera venezuelana.

"Nico é um homem de bem consigo mesmo. Ele é um piloto que veio para ficar e tem uma carreira muito boa pela frente", continuou Ijaz em sua defesa ferrenha. "Em cada esporte, o atleta tem uma vida sólida, e se ele tiver cinco ou sete anos, é o bastante para que chegue ao topo com um bom carro, uma boa tecnologia e uma boa equipe atrás dele", finalizou.

O outro piloto da equipe é Romain Grosjean. Para todos os efeitos verbais, o francês "já assinou". Todo o imbróglio tem de ser resolvido pelo Grupo Genii, acionista-mor da Lotus.