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F1

Jordan espera debandada de montadoras da F1 “nos próximos dois anos”

Em um mundo pandêmico, os valores das montadoras mudaram. No caso da F1, para a pior: o ex-chefe de equipe Eddie Jordan prevê Mercedes, Honda e Renault deixando o certame no futuro próximo, com a estrutura alemã passando para Lawrence Stroll

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A era das montadoras na Fórmula 1 se aproxima do fim, acredita o ex-chefe de equipe Eddie Jordan. O antigo dirigente e atual comentarista previu um cenário dos mais negativos para a categoria na tentativa de superar os golpes da pandemia do coronavírus: de acordo com Jordan, uma mudança de prioridades e filosofias vai levar a Mercedes a liderar uma saída de equipes de fábrica nos próximos dois anos.
 
“O mundo mudou completamente não só por causa do coronavírus”, disse Jordan, entrevistado pelo site ‘F1-Inside’. “Os valores das pessoas mudaram. Consciência ambiental virou uma prioridade. Para chefes de empresas, isso significa que é hora de repensar. Tenho certeza de que montadoras como Mercedes, Honda e talvez Renault vão romper vínculos e encerrar seus compromissos na F1 dentro dos próximos dois anos”, cravou.
O coronavírus ameaça acabar com a trajetória vencedora da Mercedes na F1 (Foto: Mercedes)
Jordan, costumeiramente bem informado a respeito de rumores no paddock da F1, sente que a situação é mais nítida na Mercedes. O fim da jornada da equipe alemã é alvo de rumores pelo simples fato de não haver muito mais o que conquistar no esporte após seis anos de domínio. E é aí que pode entrar em jogo a relação cada vez mais próxima entre os prateados e a Racing Point.
 
“A Mercedes não tem mais nada para fazer. Eles já conquistaram tudo, venceram tudo. Nessas circunstâncias, eles não podem buscar sucesso maior. Eles vão vender a equipe, talvez para o Lawrence Stroll, que quer ser campeão com seu filho e com a marca Aston Martin. Isso é algo difícil de conseguir com a atual Racing Point”, refletiu.
 
O futuro das montadoras é apenas uma das facetas de um período de contemplação total na F1. Enquanto fábricas precisam repensar valores, equipes menores também vão ao divã: a situação financeira se tornou delicada demais nos meses sem corridas, consequência da pandemia.
 
A previsão mais otimista é de que a categoria comece a voltar ao normal em julho. É para quando está marcado o GP da Áustria, que vai acontecer sem público no Red Bull Ring. O objetivo da F1 ainda é realizar entre 15 e 18 provas na temporada, mesmo que sem público em diversas delas.


 
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