Juiz rebate acusação e indica vantagem de Ecclestone em julgamento, reporta jornal inglês

De acordo com o ‘The Guardian’, a chance de Bernie Ecclestone escapar de uma multa de mais de R$ 300 milhões na justiça inglesa aumentou diante da falta de provas da acusação

A defesa de Bernie Ecclestone deve conseguir livrar o empresário britânico de uma multa de aproximadamente R$ 325 milhões no processo movido pelo grupo alemão Constantin Medien. A empresa acusa o dirigente da F1 de ter subornado o banqueiro germânico Gerhard Gribkowsky e alega que foi prejudicada pela venda das ações da categoria para o grupo financeiro CVC.

Na ação, que está em andamento em uma corte londrina, os advogados de Ecclestone conseguiram virar o jogo, segundo reportagem do jornal ‘The Guardian’. A publicação informa que o juiz, Justice Newey, falou em falta de provas por parte da acusação.

Bernie Ecclestone tenta escapar de uma indenização milionária (Foto: Getty Images)

O Constantin tenta mostrar que Ecclestone permitiu a venda das ações por um valor abaixo do real, e a companhia tinha direito a 10% do valor recebido pelo banco BayernLB fosse superior a cerca de R$ 2,5 bilhões. O BayernLB, de Gribkowsky, dividia as ações da F1 com outras duas instituições e recebeu R$ 1,9 bilhão. A negociação foi fechada por um total de mais de R$ 4,5 bilhões (US$ 2 bilhões).

“Uma questão chave para que eu decida se houve uma propina seria saber se Ecclestone pensou que as ações estavam sendo vendidas por um valor inferior. Muito depende de como Ecclestone chegou ao valor de US$ 2 bilhões”, disse o juiz Newey.

O advogado do Constantin, Philip Marshall, então, citou o depoimento dado por Ecclestone em novembro, no qual o inglês afirmou não saber qual o valor exato da F1, pois não precisava se preocupar com isso já que não era o dono das ações, mas mencionou uma quantia de US$ 1 bilhão, a qual Gribkowsky teria dito que deveria ser dobrada.

“Eu não tenho certeza que isso lhe ajuda, você precisa mostrar que Ecclestone percebeu que as ações podem ter sido vendidas por um preço errôneo e aceitou o risco”, ponderou o juiz Newey.

Para complementar, o representante de Ecclestone, Robert, Miles citou um relatório do Bayern LB no qual o banco se mostrou satisfeito por obter “lucros extremamente altos” – ou seja, considerou que vendeu a F1 por um preço justo.

O julgamento chegará ao fim nesta sexta-feira. O veredito é esperado para o começo do próximo ano.

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