F1

Keke Rosberg comemora virada da sorte em favor de Nico e lembra: “Não se pode ser campeão na F1 com azar”

Depois de ver o filho igualar seu feito 34 anos depois, Keke Rosberg lembrou que Lewis Hamilton teve muita sorte nas duas últimas temporadas, mas que o momento em 2016 foi todo de Nico Rosberg, que viveu um ano tecnicamente perfeito e de raríssimos problemas, diferente do seu companheiro de equipe

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Keke Rosberg está todo orgulhoso do feito do filho Nico, que se sagrou campeão mundial de F1 com o segundo lugar no GP de Abu Dhabi, no último domingo (27). Nico Rosberg deu-se ao luxo de sequer precisar vencer as últimas quatro corridas do campeonato, tamanha era sua vantagem para o rival Lewis Hamilton. Na visão do finlandês — nascido na Suécia —, campeão do mundo em 1982, tudo é fruto de um ano em que a sorte virou de lado nos boxes da Mercedes e finalmente sorriu para seu filho alemão.
 
“Acho que Lewis teve sorte duas vezes, então porque ele [Nico] não poderia ter uma vez? Se você quer ser campeão na F1, não pode ter muito azar”, salientou o ex-piloto de equipes como Williams, Fittipaldi, McLaren, Wolf, ATS e Theodore, em entrevista ao site da emissora ESPN. 
Keke festejou o título e a sorte em favor do filho, Nico Rosberg (Foto: Reprodução/Twitter)
O título logrado por Rosberg no último domingo coroa um trabalho que começou quando Nico ainda era criança e dava suas primeiras aceleradas no kart, com todo o apoio do pai. Uma conquista que veio cercada de drama com as últimas voltas em Abu Dhabi. “Até às duas últimas voltas, pensei que veríamos algo que não queríamos ver, mas felizmente não foi assim. Acho que é o esporte e o campeonato mais difícil que houve, até à linha de chegada”, salientou.
 
A respeito do jogo entre sorte e azar, Keke se refere sobretudo aos grandes anos vividos por Hamilton na Mercedes, em 2014 e 2015. Rosberg, por sua vez, teve enfrentou inúmeros problemas. No ano passado, por exemplo, Nico vivenciou uma quebra de motor durante o GP da Itália, ajudando a colocar uma pá de cal nas suas pretensões de título.
 
Contudo, em 2016, a sorte mudou de lado na Mercedes. Enquanto Rosberg teve uma temporada tecnicamente perfeita, Hamilton teve inúmeros problemas mecânicos, como quebras de motor na China, Rússia e na Malásia, falhas na largada dos GPs da Austrália, da Itália e do Japão, além de um toque sofrido por Valtteri Bottas nos primeiros metros do GP do Bahrein. Nico, por sua vez, teve pouquíssimos problemas ao longo de 2016.
 
Na visão de Keke, a sorte acompanha os campeões, mas o azar também faz parte da carreira de todo esportista laureado.
 
“Poderia ter sido campeão em 1982 em Monza, tinha de terminar em quinto lugar, mas a asa traseira se rompeu. Consegue imaginar?”, lembrou o finlandês, que se tornou campeão do mundo, com apenas uma vitória naquela temporada, no GP de Las Vegas, duas semanas depois do revés na Itália.
 
“Assim é o esporte, como foi com Jenson Button, quando sua suspensão se rompeu porque ele se chocou com a zebra com tanta força que ele até teve sorte que seu carro não se partiu ao meio”, lembrou o campeão do mundo ao falar sobre o abandono precoce do britânico, campeão em 2009, no último GP de Abu Dhabi.