Räikkönen diz que conta dias para despedida da F1 e brinca: “Alívio para minha mãe”

Kimi Räikkönen, que se despede da Fórmula 1 no GP de Abu Dhabi, revelou que "conta os dias" para se despedir da categoria. Um dos motivos? O alívio que sua mãe, Paula, irá sentir

Verstappen diminuiu a velocidade no meio da pista e foi atingido por Hamilton em Jedá (Vídeo: Reprodução/F1TV)

Depois de duas décadas de sua estreia na Fórmula 1 , o GP de Abu Dhabi vai marcar a última corrida de Kimi Räikkönen pela categoria. E o próprio piloto de 42 anos já deixou muito claro que, embora seja um sentimento bom, está ansioso para “tudo acabar logo”. Segundo ele, muitos esperam já há tempos essa despedida. Uma dessas pessoas é, inclusive, sua mãe, Paula.

“Já faz muito tempo que estou contando os dias”, disse Raikkonen, em entrevista ao podcast Beyond the Grid. “Eu acho que minha mãe com certeza está feliz. Ela tem perguntado isso, provavelmente, nos últimos 15 anos”, acrescentou.

“As crianças estão ansiosas, já me perguntaram muitas vezes e tenho certeza que ficarão muito felizes quando eu estiver em casa. Posso entender isso e quero estar com elas”, seguiu.

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Kimi Raikkonen fará sua última corrida na F1 no GP de Abu Dhabi (Foto: Alfa Romeo)

Entre os anos de 2010 e 2011, o finlandês decidiu dar um tempo à F1. Ele aproveitou para se aventurar em outras categorias do esporte a motor, como o Rali e a Nascar. No entanto, retornou à maior categoria do automobilismo em 2011, pela Lotus. Räikkönen admite que não estava em seus planos voltar, mas acabou retornando “por muitos motivos diferentes”.

“Não estava em minha mente voltar, mas obviamente, por muitos motivos diferentes, acabei voltando e aqui estamos nós. Não tenho do que reclamar [hoje]. Estou feliz com o que conquistei”, continuou.

Campeão do mundo em 2007, ele se despede como recordista de provas, além de 21 vitórias, 18 poles, 46 voltas mais rápidas e 103 pódios conquistados. E, ainda que a F1 tenha sofrido muitas mudanças, ele sente que sua relação com a categoria sempre será a mesma.

“Há muitas pessoas iguais desde quando comecei”, explicou ele. “Você vê as mesmas pessoas quase todas as vezes. Com o passar dos anos, algumas mudam e outras aparecem, e quando isso acontece, geralmente permanecem por muitos anos”, completou.

“Todo mundo se conhece, mais ou menos, pelo menos a cara, então o trabalho não mudou muito. Tudo é basicamente o mesmo. Meu relacionamento com a F1 não foi realmente diferente”, concluiu.

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