Kubica admite que ainda não pode guiar monoposto, mas afirma: “Esperança é última que morre”

Após retornar às pistas em provas de rali na Itália, Robert Kubica admitiu que ainda tem limitações para guiar, mas não desistiu do sonho de retornar à F1

Robert Kubica reagiu aos membros da imprensa que defenderam que ele deveria abandonar as pistas definitivamente após o acidente que sofreu no último fim de semana quando disputava o rali San Martino di Castrozza. O polonês voltou às pistas no início de setembro, 19 meses após o grave acidente sofrido no rali Ronde di Andora, na Itália. 

 
Em entrevista à TV polonesa Polsat, Kubica explicou que não estava guiando de maneira imprudente e que o acidente do fim do semana, do qual saiu ileso, foi causado por excesso de sujeira na pista. “Eu não estava guiando de maneira perigosa”, afirmou Kubica. “O traçado que estava mais sujo que o normal”, apontou.
 
Kubica afirmou que ainda não se recuperou o suficiente para guiar monopostos (Foto: LAT Photographic)
Apesar dos rumores de que o piloto dará continuidade as disputas de rali, já que fontes afirmam que ele mandou reparar o Subaru Impreza danificado no acidente, Robert afirmou que retomará seu processo de recuperação.
 
“Agora, eu vou voltar para a reabilitação”, explicou. “Meu planos para o futuro serão conhecidos no momento certo”, continuou. 
 
Durante uma entrevista a TV francesa TF1, Kubica reconheceu que ainda não tem toda a mobilidade que precisa para voltar aos monopostos. “No momento, tenho o suficiente para guiar um carro de rali, mas não um monoposto.”
 
Ao site italiano ‘Omnicorse’, Kubica deixou claro que ainda não desistiu de voltar à F1. “Eu ainda tenho muitas limitações para pilotar um carro na pista”, explicou. “Não estou falando de um carro de F1, mas qualquer monoposto.”
 
Questionado se iria superar essas limitações algum dia, Robert foi franco: “Eu não sei”, falou. “Vou precisar de um pouco de sorte e nem tudo depende de mim.”
 
“Pode parecer ruim, mas a esperança é a última que morre. E acreditar não custa nada. Eu ainda acredito, mas também sou realista”, garantiu. “O caminho que tenho pela frente ainda é muito longo, com muito trabalho a fazer”, ponderou.
 
“Não é como se eu me sentisse completamente perdido se não puder voltar à F1”, concluiu.

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