Kubica decide deixar Williams ao fim da temporada 2019 da Fórmula 1

Robert Kubica vai encerrar seu ciclo de dois anos na Williams, sendo um como reserva e outro como titular, ao fim desta temporada. O polonês, dono do único ponto da equipe britânica até agora, tem duas alternativas para 2020: correr pela Audi no DTM ou ser reserva de uma equipe na F1

Dono do único ponto da Williams na temporada 2019 da Fórmula 1 até agora, Robert Kubica está de saída. O polonês anunciou nesta noite de quinta-feira (19), durante entrevista coletiva em Singapura, a decisão unilateral de deixar a equipe de Grove e vai encerrar seu ciclo ao fim do campeonato, previsto para 1º de dezembro em Abu Dhabi, abrindo as portas para a possibilidade da chegada de Nicholas Latifi, atual reserva do time. 

“Gostaria de agradecer à equipe nos últimos dois anos e por ajudar a tornar possível meu retorno ao grid da F1. Curti meu momento com a Williams tanto como piloto reserva e de desenvolvimento como piloto de corridas neste ano, mas sinto que agora é a hora certa de passar para o próximo passo da minha carreira”, comentou o piloto por meio do comunicado emitido pela Williams pouco depois do seu anúncio em Singapura. Na coletiva, porém, o piloto foi claro: "Gostaria de ficar na F1, mas não a qualquer preço".

A Williams, por meio da sua chefe-adjunta, Claire Williams, manifestou gratidão ao polonês. “Gostaria de agradecer a Robert por seu trabalho duro e respeito sua decisão de deixar a equipe ao fim da temporada 2019. Robert tem sido um membro importante da equipe em seu papel como piloto reserva e de desenvolvimento e, posteriormente, como um dos nossos pilotos de corrida em 2019. Agradecemos a ele por seus esforços contínuos ao longo do que têm sido essas duas temporadas e desejamos a ele tudo de bom em seus futuros empreendimentos”.

 
Desta forma, Kubica encerra uma passagem que durou dois anos. O polaco teve a chance de voltar à F1 no ano passado e era o favorito à vaga final do grid, mas acabou perdendo o cockpit para Sergey Sirotkin, que contou com os patrocinadores vindos da Rússia para garantir o posto de titular da Williams ao lado de Lance Stroll. Robert teve de se contentar com a reserva.
Robert Kubica está de saída da Williams ao fim da temporada (Foto: Williams)
Foi em 2019, porém, que Kubica finalmente realizou o sonho de voltar ao grid da F1 oito anos após o acidente sofrido no Rali Ronde di Andora, na Itália, fato que acabou por prejudicar uma carreira muito promissora no Mundial e que acarretou sérias lesões no braço e antebraço direitos. 
 
O polaco, também graças a patrocinadores vindos da Polônia, como a petrolífera PKN Orlen, foi efetivado como titular ao lado do prodígio britânico George Russell. Mas a chegada de Robert coincidiu com o pior momento da Williams na F1, com uma inferioridade que nada condiz com sua história vitoriosa no esporte.
 
Ao longo da temporada, Kubica esteve, na maior parte do campeonato, atrás de Russell, tanto em ritmo de classificação como também em corrida. Tanto que o placar aponta, até agora, 14 x 0 para o britânico em classificações e 13 x 1 nos GPs. A falta de competitividade, sobretudo do carro, deixou Robert muitas vezes impaciente, e o piloto jamais escondeu tal cenário.
 
Curiosamente, a única vez em que Kubica terminou à frente do companheiro de equipe foi na Alemanha, quando uma punição imposta aos dois carros da Alfa Romeo levou o polonês ao décimo lugar, marcando o ponto que a Williams tem no Mundial de Construtores.
 
A saída de Kubica ao fim da temporada abre as portas para a chegada de um novo pagante. Nicholas Latifi, atualmente vice-líder da F2 e filho de um bilionário empresário canadense de origem iraniana, é atualmente o reserva da Williams e já guiou o FW42 nos TL1 do GP do Canadá, França e Bélgica.
 
Já o futuro de Kubica pode não passar necessariamente pela F1. Isso porque a Audi demonstrou interesse na contratação do piloto para a temporada 2020 do DTM. A marca das quatro argolas viu a coroação de René Rast como bicampeão no último domingo, em Nürburgring. Mas o piloto ainda tem a possibilidade de seguir no Mundial de F1, mas atuando como piloto reserva.

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