F1

Kubica enfim sente “enorme passo à frente” com carro “mais controlável”, conta aliviado dirigente da Williams

Diretor-técnico da Williams, Paddy Lowe enfim falou com os jornalistas em Barcelona, nesta segunda semana de testes coletivos de pré-temporada. O engenheiro não quis entrar em detalhes sobre o atraso do carro na semana passada, mas se disse mais satisfeito com o desempenho do FW42 até aqui. A sensação positiva também vem do fato de que Robert Kubica tem dado um bom feedback do carro

GRANDE PRÊMIO, de Barcelona / EVELYN GUIMARÃES, do Circuito da Catalunha
A Williams iniciou a preparação para 2019 com um enorme atraso. A equipe só conseguir colocar na pista o FW42 na tarde do terceiro dia de testes em Barcelona, mas não pode fazer uma grande quilometragem. Por isso, o trabalho mesmo começou apenas nesta semana final. E a esquadra tem, ao menos, somado quilômetros e mostrado confiabilidade. Ainda assim, diretor-técnico da equipe inglesa, Paddy Lowe, entende que o desempenho condiz com o esperado. O engenheiro, no entanto, não quis entrar em detalhes sobre as causas e os impactos do início tardio para a temporada que começa em 17 de março. 
 
O novato George Russell andou no primeiro dia dessa sessão adicional, além dessa quinta-feira. Ao todo, o inglês percorreu 259 voltas. Já Robert Kubica guiou o carro na quarta e completou 130 giros. A dupla ainda não figurou na parte de cima da tabela, mas conseguiu tempos sólidos dentro da configuração combustível/pneu, segundo o britânico. 
 
Devido à performance, Lowe acredita que a equipe está no nível que deveria estar nesta fase, diante de todos contratempos. E o otimismo vem, especialmente, dos comentários feitos por Kubica. “Robert, em particular, que teve experiência com o carro do ano passado, fez algumas boas análises sobre a qualidade do carro.”
Robert Kubica (Foto: Williams)
“Ele sente que demos um enorme passo à frente na comparação com o ano passado. O carro tem melhor dirigibilidade e, do ponto de visto do piloto, ficou mais fácil controlar o equilíbrio, ritmo e o comportamento dos pneus. E essa é uma descrição que, definitivamente, não tivemos no ano passado”, afirmou Paddy aos jornalistas, incluindo o GRANDE PRÊMIO.
 
“Quer dizer, é algo encorajador. Não falamos sobre velocidade, mas, sim, sobre o carro em si.”
 
Questionado se sentia que o atual modelo é muito melhor do que o de 2018 nesta fase de desenvolvimento, Lowe disse que “sim”. “Acho que todos estamos acompanhando a confiabilidade deste carro. Nós estamos onde precisamos estar. Depois de um ano como o nosso em 2018, acho que hoje tenho mais clareza e compreensão do desenvolvimento, dos pontos fracos e do que mudar.”
 
"Eu realmente me sinto mais confiante e acho que estamos na direção correta. Mas, ao mesmo tempo, seu que temos consciência do tamanho do desafio que temos pela frente”, acrescentou.

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio,  Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.