F1

Kubica garante ter condições físicas de disputar F1 e descarta “medo” após ausência de oito anos

Robert Kubica garantiu que não está com medo de voltar à F1 após ausência de oito anos. Polonês afirmou que tem condições físicas para encarar a temporada com a Williams e ressaltou que ainda tem tempo para se preparar para o retorno às pistas

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

Robert Kubica garantiu que não está “assustado” de voltar à F1 após oito anos de ausência. O polonês vai ser titular da Williams na temporada 2019.
 
Ex-piloto de Sauber e Renault, Robert passou oito temporadas longe do esporte depois de sofrer um grava acidente de rali na Itália. O polonês teve os movimentos do braço afetados, mas conseguiu se recuperar e, após uma campanha como reserva do time de Grove, vai assumir o posto de titular.
 
Com 76 GPs no currículo, Kubica afirmou que sabe o que é preciso para se sair bem na F1 e avaliou que ainda tem bastante tempo para se preparar antes do retorno no GP da Austrália.
Robert Kubica garantiu que tem condições físicas de encarar temporada da F1  (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Claro, por um lado, eu tenho muita experiência, especialmente na F1, já que fiz cinco temporadas”, disse Kubica. “Com certeza, sei o que é necessário para ser um piloto top na F1, então não estou assustado e sei exige muito trabalho e dedicação e estou pronto para isso”, garantiu.
 
“Do ponto de vista técnico, de pilotagem, nós temos os testes de inverno, então quando chegarmos à Austrália, será tempo o bastante para estarmos prontos”, considerou. “Em 2019, nós vamos começar do zero, então não estou com medo por ter ficado fora por oito anos”, explicou. 
 
“Estou ansioso e sei o que é necessário e o que terei de fazer. Se eu fizer o meu trabalho bem, tenho certeza de que todos estarão felizes”, comentou.
 
Ainda, Kubica disse entender aqueles que dúvidas de sua capacidade por conta das sérias lesões sofridas em um acidente de rali, mas garantiu que tem certeza que pode executar o trabalho apesar das sequelas.
 
“Como você pode ouvir ― e eu ouvi por muitos anos ―, as pessoas têm dificuldade em acreditar que eu posso fazer isso”, falou. “Todos os dirigentes, chefes de equipe. Se eu fosse um chefe de equipe, eu também teria dúvidas”, admitiu.
 
“Mas esta é a razão pela qual eu disse que esse ano foi muito útil, porque na minha primeira reunião [com Claire Williams], me lembro quando nos encontramos, eu disse que se ela tivesse alguma dúvida, não deveríamos estar fazendo aquilo”, recordou. “Antes de mais nada, eu tenho de ter certeza de que posso, e é por isso que estou aqui. Mas, em segundo lugar, todo o time tem de estar convencido de que sou capaz de fazer o trabalho. Acho que, a gente fala muito sobre a pilotagem, mas acho que posso dar muito ao time longe do carro, e, na posição em que acho que o time está, vamos ganhar muito mais no trabalho longe do carro do que somente pilotando”, concluiu.