F1

Kubica revela acordo com Ferrari para formar dupla com Alonso em 2012 antes de acidente de rali

Quando sofreu o grave acidente no Ronde di Andora, Robert Kubica já estava de contrato assinado com a Ferrari. O polonês deixaria a Renault ao fim de 2011 e aproveitou para disputar o rali na Itália com a intenção de se despedir da modalidade
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Robert Kubica (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Não fosse o acidente de rali no começo de 2011, Robert Kubica teria dado um salto na carreira em 2012. O próprio polonês revelou que já estava de contrato assinado com a Ferrari quando se machucou gravemente no Ronde di Andora, incidente que interrompeu uma então promissora carreira na F1.
 
De acordo com Kubica, já estava tudo certo – inclusive salários – para formar dupla com Fernando Alonso em 2012. O polonês chegaria como substituto de Felipe Massa, que começava a ter desempenho e resultados questionados.
 
“Isso não é novo, já estava sendo especulado na época. Sim [era a Ferrari], não sei se o Fernando [Alonso] sabia. Me pagariam menos do que me pagavam na Renault”, disse Kubica, perguntado no podcast ‘Beyond the Grid’.
Robert Kubica estava de partida para a Ferrari quando se acidentou (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Kubica, portanto, disputaria a temporada 2011 da F1 pela Renault, mas já de malas prontas para a Ferrari. Foi inclusive a transferência que motivou a participação no Ronde di Andora – Robert sabia que não poderia se aventurar no rali enquanto piloto de Maranello.
 
“A grande questão é que esse rali seria meu último, já que a equipe pela qual eu pilotaria em 2012 não deixaria”, recordou. “A Renault deixou [disputar o rali] porque se sentia culpada por causa de alguns problemas mecânicos no carro. Eu nem queria andar naquele rali. Essa função de ir até Milão, correr aqui, correr ali e todo esse esforço... Mas eu fui”, seguiu.
 
O acidente causou lesões permanentes no braço direito de Kubica – um pedaço de guard-rail entrou no Skoda Fabia, atingindo o piloto. O processo de recuperação impediu não só a transferência para a Ferrari como também a permanência na F1. Foi só em 2018 que Robert voltou ao paddock, agora como piloto reserva da Williams.