Kubica revela que ainda sonha com retorno à F1, mas mostra decepção por vê-la “menos atraente e mais lenta”

Robert Kubica ainda nutre esperança de um dia voltar ao grid da F1. Longe da categoria desde os testes coletivos de 2011, ano em que sofreu um gravíssimo acidente correndo de rali na Itália, o polonês sabe que sua condição só lhe permitiria guiar em alguns circuitos do calendário, como Monza. Por isso, prefere adotar um discurso mais realista

Às vésperas do Rali da Polônia, sétima etapa da temporada 2015 do Mundial de Rali, Robert Kubica revela que ainda sonha com a F1. Desde 2013 correndo no WRC — e desde o ano passado por equipe própria —, o piloto de 30 anos, que despontou como possível futuro campeão do mundo, não escondeu que nutre esperanças de voltar a correr na categoria. Depois de participar dos testes coletivos de Valência na pré-temporada de 2011, o polonês de Cracóvia sofreu gravíssimo acidente em um rali na Itália e teve sua carreira interrompida na F1, voltando a competir somente em provas off-road.

Como sequela do acidente sofrido no Rali Ronde di Andora, no início de fevereiro de 2011, Kubica sofreu graves lesões em sua mão direita, e isso até hoje o limita em algumas situações, embora não lhe impeça de correr em alto nível no Mundial de Rali. Contudo, o piloto entende que seu regresso à F1 só seria possível em algumas pistas do calendário, como Monza. Mas o polonês não vê mais a categoria com o mesmo atrativo dos seus tempos e analisou: “Agora ela é mais lenta.”

Robert Kubica ainda sonha com a F1, embora a veja menos atraente e mais lenta nos dias de hoje (Foto: Getty Images)

“A esperança é a última que morre, mas é preciso ser realista”, disse Robert em entrevista ao jornalista polonês Sokolim Okiem. “Se alguém me dissesse, ‘Robert, no ano que vem você vai correr em Monza’, perderia 10 quilos, que infelizmente engordei, e correria.”

“Depois do acidente, me encontrei em uma situação em que necessitava de novos desafios. Sabia que não poderia conseguir fazer o que vinha fazendo até então, e os novos substituíram os antigos que, infelizmente, já não poderia cumprir”, lastimou.

Entretanto, apesar de ainda nutrir esperanças de um dia voltar a correr na F1, Kubica lamentou pelos novos rumos que o esporte tomou nos últimos tempos.

Kubica venceu a morte ao escapar com vida de um terrível acidente no Rali Ronde di Andora, em 2011 (Foto: Divulgação)

“Acredito que a F1 é menos atraente, ainda que não possa dizer como um todo, mas porque ela agora é mais lenta. As primeiras voltas são mais lentas, uns 8s. Acredito que em 2008, na mesma corrida e com o mesmo número de voltas, ela seria uns oito minutos mais curta. Naqueles tempos, quando você tinha três dias de testes, você realmente terminava exausto, era muito mais difícil baixar 0s3 por volta”, disse.

Kubica estreou na F1 em 2006, na Hungria, substituindo o recém-dispensado Jacques Villeneuve na BMW. Ele disputou 76 GPs e teve em 2008 seu melhor desempenho: foi neste ano em que o polaco faturou sua única pole-position, no Bahrein, e a primeira e única vitória, no Canadá, terminando o campeonato em quarto. No WRC, o piloto já venceu 11 estágios, sendo seis deles no lendário Rali de Monte Carlo, e cravou como melhor resultado o sexto lugar no Rali da Argentina de 2014, quando terminou em sexto lugar.

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