F1

Kvyat diz que tempo mais rápido “não era prioridade” e destaca “confiabilidade que a Honda nos dá”

Daniil Kvyat saiu bem satisfeito do terceiro dia de testes coletivos em Barcelona. Mais do que o melhor tempo do dia, o russo festejou a confiabilidade da Toro Rosso e da Honda
Grande Prêmio, de Barcelona / GABRIEL CURTY, de São Paulo / VITOR FAZIO, de Barcelona
O que mais se vê de discurso na pré-temporada da F1 é gente deixando de lado os tempos anotados e dando mais valor à quilometragem atingida. Nesta quarta-feira (20), não foi diferente com o líder das atividades. Daniil Kvyat, que virou 1min17s704, preferiu focar nas 137 voltas que conseguiu completar.
 
O russo apareceu já na reta final das oito horas de atividades para arrancar Kimi Räikkönen da primeira colocação, mas ficou feliz de verdade por ter aparecido apenas um giro atrás do próprio finlandês como os grandes maratonistas do terceiro dia.
 
“Todo mundo esperava que a gente terminasse em primeiro. Eu não, claro que não. A prioridade não era essa. A gente queria se recuperar depois do primeiro dia, que não foi ideal. A gente perdeu muitas voltas naquele dia, mas hoje a gente fez o planejado e até mais do que isso, então foi bom. Foi produtivo e o pessoal está certamente feliz com o trabalho que fizeram. A gente precisa continuar com isso todos os dias para ter a maior quilometragem possível e ganhar confiança”, explicou em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.
Daniil Kvyat liderou o terceiro dia (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Sem se empolgar muito, Kvyat admitiu que o carro tem o agradado bastante e que, principalmente, não é imprevisível, algo importante nos primeiros dias de pré-temporada.
 
“Eu estaria mentindo se dissesse que [o carro] não parece bom. Está bom para meu gosto até aqui. Todas as vezes que estou lá na pista eu basicamente sei o que ele vai fazer comigo. É uma sensação boa. Claro que ainda são os primeiros dias, mas estar assim logo de cara sempre é algo bem-vindo. A gente planeja sempre trabalhar e melhorar o carro, então é ótimo”, seguiu.
 
O russo não deixou de valorizar o trabalho da sempre questionada Honda. Para Daniil, os japoneses merecem os créditos pela quilometragem vasta.
 
“Não sei quais configurações [de motor] os engenheiros estavam usando hoje, para ser sincero. É com os engenheiros para analisar esse tipo de dado. Para mim, da minha parte, o que é importante é a confiabilidade e saber que demos muitas voltas hoje. Ficamos só uma atrás do Kimi [Räikkönen], infelizmente. Mesmo assim, são muitas voltas, é só isso que eu estou buscando e a Honda nos dá confiabilidade para isso”, completou.

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ a pré-temporada da F1 em Barcelona com os repórteres Evelyn Guimarães, Vitor Fazio, Eric Calduch e o fotógrafo Xavi Bonilla. Acompanhe tudo aqui.