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F1

Lauda é submetido a transplante de pulmão em Viena, e quadro é “extremamente grave”, diz agência

Presidente não-executivo da Mercedes, Niki Lauda passou nesta quinta-feira (2) por um transplante de pulmão no Hospital Geral de Viena, na Áustria, e está internado no local. Segundo a agência austríaca APA, a situação é grave

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

Presidente não-executivo da Mercedes e tricampeão mundial de F1, Niki Lauda está internado no Hospital Geral de Viena (AKH), na Áustria, há cerca de um mês — e, nesta quinta-feira (2), foi submetido a um transplante de pulmão.

Em comunicado, o hospital divulgou que a intervenção cirúrgica foi realizada devido a uma "grave doença pulmonar" e terminou bem-sucedida. O hospital também afirmou que a família de Lauda não dará qualquer declaração oficial no momento.
 
O AKH indica que não há mais informações sobre o estado de saúde de Lauda, mas a agência de notícias austríaca APA garante que o estado de saúde do ex-piloto é "extremamente grave". A TV austríaca ORF também fala em estado crítico.
 
"Devido à uma doença pulmonar grave, Niki Lauda teve de se submeter a um transplante de pulmão no AKH Vienna hoje. O transplante foi realizado com sucesso por Walter Klepetko, Chefe do Departamento Clínico de Cirurgia Torácica, e Konrad Hötzenecker."
 
"Pedimos que entendam que a família não fará declarações públicas e respeitem a privacidade da família Lauda", encerrou.
Niki Lauda (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

O hoje homem-forte da Mercedes não compareceu aos GPs da Alemanha e Hungria com a Mercedes com a notícia de que estava no hospital tratando de uma forte gripe que podia ser perigosa para o sistema imunológico do austríaco.
 
Lauda tem 69 anos e já se submetou a dois transplantes de rim: um em 1997 e outro em 2015, este último graças a uma doação da então namorada Birgit, com que se casou e teve filhos gêmeos. 
 
O austríaco tem notável carreira nas pistas. Em suas 12 temporadas na F1, em equipes como Ferrari e McLaren, o ex-piloto conquistou três títulos mundiais, dois com a equipe italiana e um com o time inglês.

Sua trilha nos carros de corrida começou cedo, sem a aprovação de sua família. Depois de começar nos Mini, o ex-competidor mudou para a Fórmula Vee, mas logo passou a pilotar carros da Porsche e Chevron. Sua chegada à F1 aconteceu em 1974.
Nick Lauda (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Um dos episódios mais marcantes de sua jornada no certame mundial foi quando sofreu um forte acidente durante o GP da Alemanha de 1976. Em Nürburgring, seu carro acabou pegando fogo e ele quase morreu ao inalar fumaça tóxica. No entanto, logo se recuperou e já estava nas pistas seis semanas mais tarde. No total, conquistou 25 vitórias, além de ter subido 54 pódios na categoria. Ainda, somou 24 pole-positions.  

Mesmo após aposentar-se do certame mundial, nunca deixou realmente de estar envolvido com a categoria. Passou a ser assessor da Ferrari, diretor-geral da Jaguar (atualmente a Red Bull) e nos últimos tempos envolveu-se com a Mercedes.
 
Atualmente, Lauda assumiu o papel de presidente não-executivo da escuderia alemã, acompanhando a equipe em todas as corridas do calendário, sendo importante figura e exercendo papel fundamental. No entanto, deixou o posto nas últimas duas etapas, quando passou pelo problema de saúde e esteve internado.