F1
11/04/2015 21:53

Lauda faz críticas pesadas a “egocêntrico” Alonso e diz que espanhol “deve estar rasgando o cu” no abismo

Niki Lauda não poupou Fernando Alonso de críticas quando analisou a saída do espanhol da Ferrari. Segundo o austríaco, a decisão do espanhol foi como rumar “sozinho ao abismo.” Ainda, disse que o piloto da McLaren nunca foi uma pessoa positiva, por “só dizer coisas ruins” sobre os italianos
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Niki Lauda bombardeou Fernando Alonso com críticas pesadas (Foto: McLaren)
Havia tempo que não se via alguém criticar tão pesadamente um colega de trabalho na F1. Pois Niki Lauda, chefe da Mercedes, não poupou Fernando Alonso e sua decisão de deixar a Ferrari após o fim da última temporada‏. Em entrevista ao jornal italiano ‘la Repubblica’, o dirigente e tricampeão falou que o espanhol é egocêntrico, disse que ele foi a sombra da Ferrari e que hoje está “sozinho no abismo” e “rasgando o cu” ao ver o sucesso da equipe italiana.
 
“Alonso é egocêntrico e mal-humorado. Sempre estava criticando a todos, e assim é impossível motivar uma equipe. Tinha menosprezado a Ferrari, e as mudanças trouxeram um novo impulso com Vettel. Fernando escolheu mal e foi sozinho para o abismo. Tomou a decisão errada e agora deve estar rasgando o cu”, disparou.
Niki Lauda bombardeou Fernando Alonso com críticas pesadas (Foto: McLaren)

As críticas de Lauda se referem à forma que Alonso escolheu para lidar com o desempenho fraco e a consequente crise de sua equipe. O espanhol passou a ser crítico à situação atual e à demissão de certos funcionários, como Stefano Domenicali. Ao fim do ano, desistiu do sonho de Maranello e voltou à McLaren.
 
“Ele era bastante negativo. Como se pode manter a moral de uma equipe se o piloto só diz coisas ruins? Todo mundo sabe: se você corre em uma equipe como a Ferrari, é uma atitude que não pode ser permitida. Talvez em outro lugar dê para ignorar as críticas, mas não em Maranello. Vettel é o sol e Alonso, a sombra”, concluiu.
 
Lauda reclama de Alonso, mas o austríaco não teve a melhor das relações com a equipe italiana. Em 1977, logo após garantir o bicampeonato mundial, no GP dos Estados Unidos, decidiu sair da equipe antes mesmo do fim da temporada. Faltando duas corridas para o fim do ano, a escuderia precisou chamar Gilles Villeneuve às pressas para preencher a vaga.

Se Alonso realmente se jogou em um abismo, só o tempo dirá. O que é certo é que o espanhol larga em 18º no GP da China deste domingo (11). O GRANDE PRÊMIO acompanha a corrida AO VIVO e em TEMPO REAL.
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