F1

Leclerc crê que rivais escondem jogo em Barcelona e diz que “ainda não faz sentido” testar desempenho

O novo piloto da Ferrari, Charles Leclerc, está bem satisfeito com o que sentiu da nova SF90 na primeira semana de testes coletivos de pré-temporada. Deixou claro, entretanto, que a equipe não se esforçou muito para mostrar performance, especialmente porque as rivais estão, segundo ele, fazendo o corpo mole conhecido na F1 como 'sandbagging'
Grande Prêmio, de Barcelona / Redação GP, do Rio de Janeiro
Os tempos agregados de cada piloto durante a primeira semana de testes coletivos de pré-temporada da F1 mostram Charles Leclerc apenas como o oitavo mais rápido - e Sebastian Vettel como o nono -, mas mesmo assim o papo dos últimos dias é como a Ferrari se apresentou bem para começar os trabalhos de pista em 2019. Segundo Leclerc, é um reflexo de como os desempenhos nos testes não servem grande coisa como indicativo da força das equipes. 
 
Após sair da pista na quinta-feira para encerrar a primeira bateria de testes, Leclerc afirmou que algumas rivais estão praticando o chamado 'sandbagging' [quando andam deliberadamente abaixo de seu nível real para passarem a impressão de que são piores do que na realidade são]. Por isso, ele opina, a Ferrari também não se pegou muito na performance nos últimos dias. 
 
"O desempenho não faz sentido por enquanto, porque continuamos testando e eles [as outras equipes] provavelmente não estão se esforçando [por desempenho] - e nós também não estamos. Não sabemos o quanto os outros estão propositalmente abaixo de seu nível, vamos ver na primeira corrida. A meta para esses testes é concluir o programa do dia, e é isso que estamos fazendo", disse.
Charles Leclerc (Foto: Ferrari)
Antes de guiar a SF90 hoje e na última terça-feira, Leclerc havia guiado o bólido anterior da Ferrari no fim do ano passado. Mas, segundo o monegasco, não é um grande parâmetro. E ainda desferiu mais um elogio: apesar de ser apenas a primeira semana de atividades com a SF90, o bólido não parece ser novo. 
 
"É difícil, porque no fim do ano eu guiei o carro uma ou duas vezes, mas não dei muitas voltas. É complicado comparar os dois carros em diferentes pistas, mas a sensação é boa. O equilíbrio é bom. Como Sebastian disse, não parece um carro novo: parece um carro bem estabelecido", seguiu.
 
"Precisamos continuar trabalhando porque, como eu disse, outras equipes estão abaixo de seus níveis reais, e precisamos ver o que eles são de verdade. Mas no momento estamos muito felizes com nosso carro. A sensação é muito boa. Demos muitas voltas, a confiabilidade é ótima. Passamos por todo o programa que queríamos em todos os dias, o que é extremamente importante. Por enquanto estamos bem felizes", encerrou.