Hamilton descarta pressão por contrato: “Não preciso me comprometer por vários anos”

Lewis Hamilton garantiu que o contrato de apenas um ano não interfere em nada no comportamento durante a temporada e no relacionamento com a Mercedes

Lewis Hamilton repetiu o cenário de 2020 e, mais uma vez, vai viver uma temporada de negociação de contrato com a Mercedes. É que o heptacampeão optou por apenas um ano no vínculo assinado na última renovação e, agora, ruma a mais um ano de conversas com a equipe. Mas nada que preocupe sobre perder o foco.

Lewis acha que não vai sofrer qualquer tipo de distração mesmo tendo de negociar um novo acordo, mesmo que a imprensa fique em cima, como foi em 2020. Para o inglês, já há ali um status de alguém que não tem de ficar renovando por muitos anos apenas para acabar com os rumores.

“O tempo vai dizer o que vai acontecer, mas não é a primeira vez que algo assim acontece. Já estive nessa posição, fui questionado sobre o que faria várias vezes, não me sinto pressionado. Estou totalmente focado na temporada e em entregar resultados, ainda amo o que faço. Só estou em uma posição boa em que não preciso me comprometer por vários anos”, disse.

Lewis Hamilton trata com tranquilidade a nova renovação (Foto: Mercedes)

Hamilton justificou a renovação curta para poder analisar a temporada em todos os aspectos e aí ver se vale a pena encarar o novo regulamento em 2022. De todo modo, ainda que deixe o grid, dificilmente perderá os laços com a Mercedes.

“Escolhi ter um ano de contrato para poder ver como vai ser o ano. E aí vamos discutir a respeito o ano todo. É ver se quero seguir, se é isso mesmo que desejo, mas isso vai acontecer durante o ano. Ainda acredito muito nisso, aposto alto em mim, sei o que posso entregar. Tenho uma relação extraordinária com a Mercedes, incrivelmente profunda. Acho que essa relação vai bem além das corridas”, completou.

Um dos impasses da última negociação ocorreu pelo aspecto financeiro da coisa. De acordo com o jornal Corriere della Sera, o heptacampeão não estava disposto a abrir mão de receber € 45 milhões (R$ 295,7 milhões). A quantia informada pelo diário italiano é um pouco maior que a informação trazida pelo periódico britânico Express, que deu conta de € 40 milhões (R$ 262,9 milhões) pedidos por Lewis para colocar a assinatura no novo contrato.

Ocorre que foi reportado que a Daimler, empresa-mãe da Mercedes, não concordou em pagar o valor exigido por Hamilton na sua totalidade, uma vez que a matriz não deseja manter os custos elevados em tempos de incerteza econômica e de um panorama ainda bastante crítico para o mercado automobilístico. Por isso, a companhia presidida por Ola Kallenius tem como opção mais barata, George Russell, que impressionou a todos pela sua performance no GP de Sakhir, realizado no primeiro domingo de dezembro, em prova que o prodígio de 22 anos substituiu Lewis — que se recuperava após ter testado positivo para a Covid-19 — e quase venceu.

A Ineos, nova acionista da Mercedes, entrou na jogada, segundo o Corriere della Sera, se comprometendo a bancar parte do salário exigido por Lewis e evitar que o heptacampeão deixe a equipe. Mas segundo informações do periódico holandês De Telegraaf, a gigante petroquímica britânica não está disposta a arcar com os altos custos por mais que uma temporada.

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