F1

Liberdade, autocrítica e transparência: Mercedes conta como Hamilton evoluiu

Ao longo de sete anos com a Mercedes, Lewis Hamilton passou de um para cinco títulos mundiais. Toto Wolff, chefe da equipe, nota alguns aspectos que fizeram o britânico chegar ao incrível nível atual, como a busca incessante pelo próximo passo

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Lewis Hamilton embarcou na Mercedes em 2013 e, seis anos depois, é outro tipo de pessoa. O britânico evoluiu na equipe prateada, deixando de ter um título mundial para somar cinco e buscar o sexto. Toto Wolff, chefe da escuderia, viu tudo se desenrolar. Em 2019, no que aparenta ser o auge da relação entre piloto e equipe, Wolff define Hamilton como alguém que transformou a busca por performance em um gás para a escuderia.
 
“O Lewis [Hamilton] é uma parte muito importante. Ele nunca parou de buscar performance, é alguém muito crítico”, disse Wolff, entrevistado pela BBC. “É o único piloto que já vi chegar em uma reunião e dizer ‘não olhem meus dados porque não pilotei bem o suficiente’. E isso vem de um pentacampeão. Essa busca incessante de ser uma pessoa melhor amanhã do que hoje, a honestidade bruta a respeito de si próprio, a transparência na organização para superar erros e decepções... Isso é algo que é muito importante no Lewis, assim como na mentalidade da equipe”, seguiu.
Lewis Hamilton é extremamente vitorioso na Mercedes (Foto: Mercedes)
Parte do desenvolvimento de Hamilton veio através da liberdade. Depois de anos com rédeas curtas na McLaren, a Mercedes deixou que Lewis passasse mais tempo aproveitando hobbies. Toto tem convicção de que isso foi fundamental para Lewis alcançar a forma atual. 
 
“O Lewis é alguém que precisa ser capaz de buscar suas próprias ambições e interesses. Ao invés de colocar alguém em uma caixa e dizer ‘é assim que pilotos devem se comportar, você precisa ser pontual, você precisa evitar jet-lag, tente dormir mais e não grave música’, percebemos muito cedo que dar a liberdade de buscar seus interesses permitia extrair mais performance na pista. Tenho a sensação de que ele precisa tirar a cabeça do automobilismo. Se ele for capaz de ir em um festival de moda, gravar música ou andar de snowboard com amigos, ele consegue esquecer o lado do automobilismo. Ele consegue voltar mais forte e energizado”, encerrou.
 
Hamilton parte para a Inglaterra nesse fim de semana. A Fórmula 1 corre em Silverstone, frente aos compatriotas de Lewis, na décima corrida da temporada 2019.
 

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