Liberty Media apresenta lista de mudanças para 2021 e prioriza custos, melhor distribuição de receita e espetáculo

Em comunicado às equipes da F1, o Liberty Media listou as propostas de mudança que deseja ver em vigor a partir de 2021. A ideia é tornar o esporte mais barato e equilibrado, mas também altamente competitivo e atraente. O grupo dono da categoria deve promover alterações no modelo de gestão atual e revisar a distribuição das receitas

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Desde que adquiriu a F1 no início do ano passado, o Liberty Media deixou claro que a ideia era transformar a maior das categorias do automobilismo em um evento rentável e popular, mas também altamente competitivo e mais barato. Nesta sexta-feira (6), em reunião com as equipes do grid no Bahrein, palco da segunda etapa da temporada 2018, o grupo norte-americano apresentou o que deseja ver no esporte a partir de 2021, quando o Mundial deve sofrer uma nova mudança de regulamento. A ideia é tornar o campeonato mais espetacular, melhor gerido e a custos menores do que os vistos até agora. Para isso, o Liberty confirmou que serão cinco as áreas em que deve mexer: a receita, o comando, os regulamentos, as unidades de potência e os gastos.

 
Em comunicado divulgado pelos chefes da F1, alguns itens foram destaque. Os motores, que já vinham sendo discutidos há algum tempo nos bastidores, devem "surgir mais baratos, mais simples e com um som melhor". Além disso, o grupo quer uma "redução na necessidade das punições".
Chase Carey é o chefão da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Ainda, as unidades devem seguir tendo relevância para o desenvolvimento dos carros de rua. A tecnologia híbrida continua e também vai permitir que as construtoras fabriquem sua própria unidade de potência. As regras também devem ser atrativas para novas fábricas. E as equipes clientes devem ter acesso ao desempenho equivalente ao da fornecedora.
 
O Liberty Media também falou sobre os regulamentos esportivo e técnico da F1. Dentro desse cenário, está a busca por "aumentar as ultrapassagens por meio de um novo projeto para os carros". A "tecnologia deve seguir ditando o caminho, mas a habilidade do piloto deve ser predominante para a performance final do carro".
 

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Os bólidos "devem e serão diferentes uns dos outros" e vão manter desempenhos distintos em termos de aerodinâmica, suspensões e desempenho da unidade de potência. Contudo, o grupo também entende que áreas "não relevantes para o público devem ser padronizadas".
 
O comando do esporte também foi citado na lista de propostas. O Liberty Media deseja uma estrutura mais simplificada entre equipes, a FIA (Federação Internacional de Autombilismo) e a F1. 
 
Por fim, os donos do maior campeonato de carros de monopostos do mundo também não deixaram de falar daquilo que talvez gere maior discussão dentro da F1: os custos e as receitas. Com relação ao primeiro, a ideia é estabelecer um “teto de custos que mantenha o Mundial em posição de liderança no esporte”, usando a tecnologia de ponta. Também sugeriu elementos padronizados, embora os “diferentes carros devem seguir sendo um ponto de valor central”.
 
Ainda, para o Liberty, "como você gasta o dinheiro deve ser mais decisivo e importante do que o quanto você tem de dinheiro para gastar".
 
No que diz respeito às receitas, os proprietários do campeonato confirmaram que um novo critério para "a distribuição de receita deve ser mais equilibrado, baseado na meritocracia do desempenho atual e recompensa de sucesso para as equipes e o detentor dos direitos comerciais". Deve também haver um suporte de receita para carros e fornecedores. O "valor histórico exclusivo da F1 e a franquia serão ainda reconhecidos".
Ferrari e Mercedes são as equipes mais ricas do grid atual (Foto: AFP)
"A F1 é um esporte com uma história rica. E queremos preservar, proteger e melhorar essa história, liberando o potencial da F1, colocando os nossos fãs no centro de um esporte mais competitivo e emocionante", disse Chase Carey, o chefão da F1, em nota.
 
"Somos movidos pelo desejo de criar uma marca esportiva líder mundial. Focado nos fãs, mas também comercialmente bem-sucedido, lucrativo para as equipes, além da inovação tecnológica no coração de tudo", completou.
 
Agora, as equipes devem começar a entender as propostas e novos encontros devem acontecer até que se alcance um denominador comum.
 
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