Líder de reformulação na McLaren, Dennis vê time sem patrocínio: “Querem empurrar valor baixo”

Veterano dirigente impôs nova metodologia e trouxe novos nomes para a escuderia, mas não conseguiu nenhum patrocínio para o GP da Austrália, etapa que abre a temporada 2014 da F1. Irônico, comparou: "Acredito que estamos como o Manchester United"

 
Ron Dennis, CEO da McLaren, iniciou um longo processo de reestruturação da equipe, cujo primeiro passo é a temporada 2014. A promoção do jovem Kevin Magnussen ao posto de titular, a contratação de Éric Boullier como novo chefe de equipe, a chegada de Jonathan Neale como CEO interino e o anúncio da retomada da parceria com a Honda a partir de 2015 são boas amostras do trabalho operante do dirigente inglês.


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Membro da escuderia britânica desde a década de 70, onde entrou como mecânico, Dennis também está implantando uma mudança de mentalidade em alguns cargos, como no próprio caso de Boullier, que será o responsável pelo time nos finais de semana de corrida. O trabalho do francês será restrito apenas à F1, ao contrário do que ocorria com seu antecessor, Martin Whitmarsh, que também cuidava de outras áreas ligadas à montadora.
 
“Nas quatro primeiras corridas deste ano, a equipe não vai voltar. Com a antiga forma de ser chefe de equipe, seria como estar fora da empresa por quatro meses. Desafio qualquer um a administrar uma empresa e ficar quatro meses fora dela”, argumentou o dirigente.
 
Dennis, contudo, estará supervisionando tudo de perto nos autódromos. “Temos uma enorme competência, e estou totalmente envolvido, no momento. Mas não serei ativo no circuito. Estarei lá apenas para observar”, afirmou o mandatário da esquadra de Woking.
 
Por fim, o britânico admitiu que a McLaren não terá um patrocinador principal em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2014 da F1. Depois do fim da parceria com a Vodafone, o time esperava encontrar um novo patrocínio já em dezembro, mas até agora não houve acordo. Para Ron, isso se deve por conta da má fase da equipe.


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“Nossos carros não terão um patrocinador principal no primeiro evento. Mas certamente apresentarão um patrocinador para os próximos eventos”, admitiu. E comparou a situação da escuderia com a do Manchester United, tradicionalmente maior força do futebol inglês, mas que vive péssima fase e ocupa apenas a sétima posição na Premier League.
 
“Acredito que estamos como o Manchester United… Inevitavelmente, quando você tem uma série de maus resultados, as pessoas querem empurrar um valor mais baixo. Eu não vou aceitar isso”, afirmou, contundente. “Sei o que esta empresa representa. Sei o que essa equipe pode alcançar e exijo o reconhecimento correto quando se trata da relação comercial com o principal patrocinador”, encerrou Dennis.

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