“Lutador”, Schumacher nega arrependimento por ter voltado à F1 e afirma: “Aprendi a perder”

Michael Schumacher assegurou que não vai voltar a competir após sua saída da F1, no fim da temporada: “Nenhuma outra categoria me dará a mesma sensação. Estou parando completamente”

Após o GP do Brasil de F1, no dia 25 de novembro, em Interlagos, o automobilismo será definitivamente passado para Michael Schumacher. Disposto a aproveitar a vida de outra forma, o heptacampeão mundial e atual piloto da Mercedes, deixará a F1 no fim desta temporada. De maneira definitiva, garantiu o alemão, de 43 anos.

Entretanto, apesar de ter dito, no anúncio da sua segunda aposentadoria, que não tem mais a mesma energia para seguir competindo, Schumacher negou que tenha se arrependido por ter deixado a vida longe das pistas para voltar à F1, em 2010. Em entrevista ao diário italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, o maior vencedor da história da F1 se considera aliviado, com a sensação do dever cumprido e, principalmente, feliz por ter alcançado a maturidade após ter “aprendido a perder”.

Schumacher diz que está mais maduro e mais paciente (Foto: Facebook/Circuito de Magny-Cours)

“É um alívio, porque não tenho arrependimentos, apenas a alegria para ter feito o que eu fiz. A partir de agora, a vida vai me oferecer uma abundância de possibilidades. Estou ansioso para isso”, disse Schumacher. Acostumado a vencer, Michael conheceu a outra face do esporte justamente no seu retorno à F1, nesta década. Em três temporadas, o heptacampeão subiu ao pódio uma vez, graças ao terceiro lugar no GP da Europa, em Valência.

“Sim, eu aprendi a perder, mas isso me tornou mais maduro e mais paciente também, graças à minha idade. Hoje eu tenho de considerar o que eu fiz no geral, e estou satisfeito comigo mesmo”, comentou o heptacampeão, com o sentimento de dever cumprido.

Schumacher disse também que, depois do GP do Brasil, não há possibilidade de voltar a competir em alto nível, seja no turismo, seja na motovelocidade, seja em qualquer outro tipo de certame. “Não, isso não está nos meus planos. A F1 oferece o máximo em emoções, velocidade e trabalho. Nenhuma outra categoria me dará a mesma sensação. Estou parando completamente”, garantiu.

Dono de 91 vitórias, 68 poles e inatingíveis sete títulos mundiais, Schumacher é considerado uma lenda, um mito do esporte. Mas o alemão prefere ser reconhecido não pela trajetória vencedora, mas por outro atributo. “Todo mundo me descreve como uma lenda do automobilismo. Prefiro ser descrito como um lutador, alguém que jamais desistiu”, disse.

Por fim, Schumacher falou o que pretende fazer nas suas muitas horas livres que terá após sua aposentadoria definitiva das pistas. “Acho que vou fazer competições de equitação ocidental. Minha esposa, Corinna, que tem feito esse tipo de competição há anos, já escolheu o cavalo certo para mim. Vou fazer isso”, concluiu.

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