F1

Magnussen nega ataque à Haas, mas admite acerto do chefe no Canadá: “Fez bem em me silenciar”

Kevin Magnussen afirmou que Guenther Steiner acertou ao silenciá-lo durante o GP do Canadá. O piloto negou, no entanto, que fosse um ataque direcionado à equipe norte-americana

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Kevin Magnussen avaliou que o chefe da Haas fez bem em silenciá-lo durante o GP do Canadá. O piloto, no entanto, negou que o rompante no rádio fosse um ataque à escuderia norte-americana.
 
Magnussen sofreu um forte acidente na classificação em Montreal e acabou largando do pit-lane. Em meados da corrida, o dinamarquês deixou sua insatisfação bem clara no rádio, dizendo que “é a pior experiência que já tive em um carro de corrida”.
 
Guenther Steiner, porém, não deixou barato e rebateu: “Para nós também não é a melhor experiência. Chega é chega”.
Kevin Magnussen reconheceu acerto do chefe da Haas (Foto: Haas)
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Questionado  pela revista inglesa ‘Autosport’ nesta quinta-feira (20) sobre a reação de Steiner, Magnussen respondeu: “Ele não me mandou calar a boca. Vocês deveriam ver quando ele me manda calar a boca!”.
 
“Acho que Guenther me conhece muito bem e eu não reclamo com frequência. Quando o faço, significa que eu estou muito, muito frustrado”, contou. “Ele sabe disso, então acho que ele fez bem em me silenciar e garantir que eu não enlouquecesse. Eu estava a ponto de comer o volante. Foi um momento muito, muito ruim. Nós não tínhamos esperança na corrida, então foi melhor deixar para lá e falar só depois”, reconheceu. 
 
“Eu percebi que a minha mensagem pareceu mais ofensiva ao time do que eu gostaria que fosse. Acho que pensei que as pessoas entenderiam que nós temos um bom carro, e que a única coisa que nos atrapalha é não conseguir fazer os pneus funcionarem bem”, apontou.
 
Kevin assegurou que “não há razão nenhuma para criticar o carro”, já que considera que a Haas tem um bólido “claramente muito bom”. Ainda assim, o piloto destacou que “nunca quis tanto abandonar” uma corrida.
 
“Nunca tive tanta vontade de abandonar como naquela corrida”, contou. “Não só por mim, mas pelo time, que está fazendo um trabalho tão bom com o carro que temos e que produziu um ótimo carro. E deu passos enormes. Quando você olha para o carro, a qualidade da construção e das peças é muito, muito boa”, exaltou.
 
“Vejo todo esse progresso como pano de fundo, pois sou parte do time. Vocês não conseguem ver isso. E quando nos vemos em uma situação como a que tivemos no Canadá, é como um tapa na cara não só para mim, mas para todo o time”, comentou. “Lamento por eles, porque eles estão fazendo um trabalho muito bom e isso não é visto na pista”, concluiu.


 
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