Maldonado garante que não sofre com críticas, mas busca nelas motivação para voltar a vencer na F1

Desde que estreou como piloto de F1, na Williams, em 2011, Pastor Maldonado tem lidado com críticas aqui e ali. Hoje, o venezuelano se diz absolutamente tranquilo sobre isso e garante não se importar: “Tento sempre fazer meu melhor para as pessoas com quem trabalho. E elas gostam de mim”

Em muitos aspectos, Pastor Maldonado vem sendo criticado desde que chegou à F1 em 2011 depois de conquistar o título da GP2 no ano anterior. O venezuelano chegava à Williams para ser companheiro de equipe de Rubens Barrichello trazendo um belo aporte financeiro do seu maior incentivador no esporte, o então presidente venezuelano Hugo Chávez, por meio da estatal petrolífera PDVSA. Então, Maldonado passou a ser criticado por ser um piloto pagante, como são tantos outros do grid.

Nem mesmo no ano seguinte, quando conquistou uma vitória inacreditável no GP da Espanha, batendo ninguém menos que Fernando Alonso e Kimi Räikkönen com um carro muito inferior aos dos campeões mundiais, as críticas arrefeceram. Ao contrário. Depois da épica conquista em Barcelona, o desempenho de Pastor caiu demais: embora tenha sempre mostrado seu característico arrojo nas pistas, o latino-americano sofreu com acidentes e muita inconstância.

Em 86 GPs já disputados na carreira, Pastor chegou aos pontos em apenas dez deles. Em 2015, Maldonado chegou entre os dez primeiros só nos GPs do Canadá e Áustria, terminando ambos em sétimo lugar. São 12 pontos somados na temporada, contra 23 do seu companheiro de equipe na Lotus, o franco-suíço Romain Grosjean.

Críticas? Maldonado garante que não está nem aí (Foto: AP)

E na última corrida antes do providencial recesso de quatro semanas da F1, o GP da Hungria, Maldonado se envolveu em muitos incidentes e praticamente bateu um recorde: foi punido pelos comissários de prova três vezes. O que aumentou mais a carga de críticas contra o venezuelano.

Mas Pastor, atualmente com 30 anos, não parece se importar com o que falam sobre ele. “Isso não me incomoda em nada. Sempre tenho sido duramente criticado por muitas pessoas, mas isso faz parte do meu trabalho e faz parte da minha vida”, bradou o piloto do carro #13 em entrevista à revista britânica ‘Autosport’.

“Este é um trabalho muito intenso, e eu sempre tento fazer meu melhor para as pessoas com quem trabalho. Independente de ser na fábrica ou no simulador, os engenheiros e as pessoas que eu preciso que gostem de mim, a equipe, eles gostam de mim”, garantiu. “Se você me perguntar sobre o que eu preferiria, claro que prefiro que as pessoas falem bem de mim, o que é normal, mas o que eles dizem não me afeta. Talvez isso até me motiva, quem sabe?”, completou.

Questionado se esperava mais do seu desempenho como piloto, Pastor não recuou. “Todo mundo sempre está à espera de algo a mais. Eu esperava vencer todas as minhas corridas, embora você precisa entender que isso é quase impossível, exceto quando eu mostrei que era possível, sem ter o melhor carro na pista. Desde então, tem sido muito difícil vencer, e isso você tem de aceitar, e tudo o que você pode fazer é entregar o seu melhor.”

Pastor Maldonado comemora vitória histórica e fim do jejum da Williams em 2012 (Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic)

“Você está sempre aprendendo. Você nunca vai parar, até porque o desenvolvimento do carro está sempre mudando. Os pneus são sempre diferentes, as pistas são sempre diferentes, a estrutura é sempre distinta, por isso você não pode fazer em um fim de semana o que fez no fim de semana passado, tudo muda”, explicou, assegurando que vem trabalhando duro para voltar ao topo da F1.

“Toda semana você tem de começar mais ou menos do zero, mas com certeza você está tentando melhorar , de modo a melhorar a cada corrida”, finalizou.

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