Maldonado lamenta morte de Chávez: “Não se foi apenas um presidente, mas um herói”

Triste com a perda do seu principal incentivador no automobilismo, Pastor Maldonado pediu união ao povo venezuelano. O piloto da Williams pode ter sua carreira na F1 em xeque caso a oposição assuma o poder após convocação de novas eleições presidenciais

Em luto pela morte do presidente Hugo Chávez, Pastor Maldonado não escondeu a tristeza e o pesar com a perda não somente do amigo e mandatário da Venezuela: “Não se foi apenas um presidente, mas um herói”, definiu o piloto da Williams. Chávez foi o principal incentivador da sua carreira e tornou realidade seu sonho de estar na F1 ao apoiá-lo desde as categorias de base por meio do patrocínio da petrolífera estatal PDVSA.

Horas depois de ter cumprido uma sessão de treinamentos no simulador da Williams, em Woking, Maldonado, tão logo soube da morte de Chávez, expressou no Twitter sua tristeza e prestou sua homenagem ao presidente venezuelano. “Me junto a todos os venezuelanos nesta profunda dor pela qual estamos passando. Meu pesar à família Chávez e toda Venezuela”, escreveu.

Hugo Chávez foi o maior incentivador da carreira de Pastor Maldonado (Foto: Divulgação)

“Hoje não se foi apenas um presidente, hoje se foi um grande homem, cujos ideais transcenderam mais além: um soldado, um lutador, um herói”, definiu Pastor. “Viva Chávez!”

Maldonado, um dos principais expoentes do esporte venezuelano, pediu que o país deixe de lado as diferenças políticas e fique unido neste momento. “Peço união aos venezuelanos. Sigamos o exemplo e lutemos infinitamente pelo nosso futuro. Viva nosso comandante Chávez para sempre”, finalizou.

Fato é que, com a morte de Chávez, o vice-presidente Nicolás Maduro vai assumir interinamente a presidência pelos próximos 30 dias, quando, segundo as autoridades locais, uma nova eleição deve ser convocada para definir quem vai governar a Venezuela.

Caso seja eleito um líder da oposição, cuja maior liderança política é Henrique Caprilles, o futuro de Maldonado no automobilismo — e de outros tantos pilotos apoiados pela PDVSA e pelo governo venezuelano — fica bastante ameaçado, já que boa parte dos opositores é contrária ao maciço dinheiro investido por estatais no esporte.

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