Massa discorda de Lauda e Räikkönen, diz que F1 é perigosa o bastante e pede mudanças “inteligentes”

Vítima de um grave acidente na F1 em 2009, Felipe Massa não concorda quando vê gente dizendo que a categoria precisa ser mais perigosa. Também é cético com relação a mudanças que simplesmente deixem os carros mais rápidos

Felipe Massa não concorda com Niki Lauda e Kimi Räikkönen quando os dois sugerem que a F1 precisa ser mais perigosa ou arriscada.
 
Räikkönen, campeão em 2007, foi quem usou o termo “perigosa” para falar das mudanças que estão sendo estudadas para a categoria e devem ser introduzidas em 2017. Lauda, que, assim como Massa, quase perdeu a vida em um acidente, preferiu não negligenciar a segurança, mas concordou que os pilotos precisam encarar mais riscos.
 
Na contramão deles, Massa disse que a F1 precisa ser é melhor e mais inteligente. Dos pilotos em atividade, apenas Jenson Button, Fernando Alonso e Räikkönen têm mais GPs na F1 do que o brasileiro.
Massa acredita que os fãs da F1 realmente querem disputas, não necessariamente carros mais rápidos (Foto: Reprodução TV)
“Quando eu vejo o Kimi e o Lauda dizendo que a F1 precisa ser mais perigosa, não concordo”, afirmou o piloto nesta quinta-feira em Spielberg, antes do GP da Áustria. “Eu acredito que a F1 deveria ser melhor, deveria ser mais inteligente. Eu acho que na F1, sempre tivemos muitas mudanças, mas às vezes a mudança é não mudar nada.”
 
“Eu acho que é interessante tornar os carros mais rápidos, mas se você apenas tornar os carros cinco segundos mais rápidos, vai ver ainda menos ultrapassagens do que há hoje, e as pessoas vão reclamar do mesmo jeito”, ressaltou.
 
Massa falou que gostaria de guiar o carro mais rápido possível na F1, mas que não se deve buscar isso de qualquer maneira.
 
“A mudança não precisa só fazer os carros mais rápidos na pista, pois, se você é três segundos mais rápido na pista, ninguém na TV percebe. Eu acho que a mudança precisa ser inteligente, não só colocar downforce no carro. As pessoas querem ver competição, ultrapassagens, brigas, e é isso que precisa ser mudado”, concluiu.

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