F1

Massa diz que é difícil avaliar resultados de Nasr e vê impacto negativo em eventual perda de brasileiros no grid da F1

Felipe Massa teme que o Brasil fique realmente sem pilotos no grid e acha que um novo nome ainda vai demorar para surgir. O brasileiro disse que torce pela permanência de Felipe Nasr na F1 e afirmou que ainda é difícil de avaliar a carreira do xará
Warm Up, de Interlagos / EVELYN GUIMARÃES, de Interlagos
 Felipe Massa (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Felipe Massa disputa neste domingo (13) seu último GP do Brasil de F1 em um momento em que o país corre o risco de ficar sem representantes no próximo ano. Felipe Nasr ainda não assegurou uma vaga no grid e luta para seguir na categoria. Por enquanto, há apenas quatro lugares ainda vagos: dois na Sauber, embora entenda-se que o companheiro de Nasr, Marcus Ericsson, deve continuar com os suíços, e dois na Manor, a menor equipe do Mundial. Ao falar do cenário, o piloto da Williams lamentou a situação e disse que uma eventual perda de um piloto brasileiro terá um impacto negativo para o esporte a motor. 
 
“Sem dúvida, será negativo para o Brasil ficar sem um representante. Não é nada bom. Mas espero que Felipe consiga resolver isso e permanecer no ano que vem”, afirmou Massa aos jornalistas em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, em Interlagos, neste sábado (13). 
 
Com toda a dificuldade que Nasr vem enfrentando para garantir um cockpit para 2017, Felipe também entende que, uma vez que o Brasil fique sem pilotos na maior das categorias, a espera por outro será longa. “Nós vamos agora ficar na dependência de um piloto importante, um grande talento surgir. Isso é claro. Mas espero mesmo que eu não seja o último brasileiro a ter conseguido bons resultados na F1. Espero que o Brasil continue sendo um pais com pilotos excepcionais.”
Felipe Nasr ainda não tem o lugar assegurado na F1 para 2017 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

“É lógico que o momento do automobilismo no Brasil é um momento difícil. Mas espero que algum nome apareça, embora entenda que isso ainda vai levar algum tempo. Não será tão rápido”, completou o piloto de 35 anos.
 
Questionado também sobre o desempenho de Nasr na F1 nos últimos dois anos, Massa admitiu que é difícil de julgar os resultados conquistados pelo xará, uma vez que o brasiliense nunca teve nas mãos um carro competitivo.
 
“Acho que o Felipe teve uma boa experiência na Williams e começou bem no ano passado. Começou mostrando serviço. Sem dúvida, ele teve um pouco de problema porque o companheiro dele começou a andar melhor do que ele. Mas é impossível você julgar os resultados dele por esse tempo que passou, por esse ano também, em um carro bem complicado que ele tem na mão. Como é também muito difícil de julgar os dois pilotos da Manor também”, explicou.
 
Massa acha que o cenário ideal seria uma equipe melhor. “Para o Felipe, o melhor para a carreira dele seria ter um carro melhor, uma equipe melhor. Por exemplo, uma Force India, uma Renault. Eu acredito que ele é um bom piloto, mas é difícil julgar da maneira perfeita porque ele não teve a chance de mostrar desempenho e de se estabilizar na F1. Tomara que ele tenha a chance de mostrar o piloto que ele é”, encerrou o paulista.