F1

Massa vê projeto de novo ‘Shield’ e aprova estética, mas lembra: “Precisamos decidir pela segurança”

A revista britânica ‘Autosport’ revelou os detalhes do novo projeto apresentado pela FIA aos pilotos no fim de semana do GP da China. O ‘Shield’ se assemelha mais ao Aeroscreen e é bem diferente do Halo, criticado em razão da sua estética. À primeira vista, Felipe Massa aprovou a nova peça, mas deixou claro que é preciso sempre priorizar a segurança

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 

 

No fim de semana do último GP da China, a FIA apresentou aos pilotos uma nova alternativa para elevar o nível de proteção dos competidores no cockpit. Depois de chegar a testar o Halo durante quase toda a temporada passada e também ter feito testes com o Aeroscreen, a entidade que rege a F1 mostrou o ‘Shield’, mais parecido com o Aeroscreen e que, na prática, tem o efeito de um escudo para proteger a cabeça, sempre a parte mais exposta do corpo de um piloto dentro de um carro monoposto.
 
A proteção não chega necessariamente a ser um ‘canopy’, ou seja, não fecha o cockpit, e tampouco está postada acima da cabeça do piloto, mas à frente. No entanto, durante a apresentação aos pilotos, foi dito que o projeto se mostrou eficiente na proteção de peças pequenas, porém não foi tão bom quando houve testes com peças maiores, como rodas, por exemplo.
 
As primeiras imagens do projeto foram apresentadas pela revista britânica ‘Autosport’ e também pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’, desenhada pelo editor técnico Giorgio Piola, que deu a sua interpretação do que os pilotos viram em Xangai no último fim de semana.
O Shield foi apresentado aos pilotos no fim de semana do GP da China (Arte: Giorgio Piola/Autosport)
Felipe Massa falou ao site ‘Motorsport.com’ sobre suas primeiras impressões a respeito do novo dispositivo de segurança e, em um primeiro momento, gostou do que viu, sobretudo no aspecto estético. Contudo, o brasileiro entende que a peça não seria tão eficiente para proteger o piloto em um eventual impacto contra uma roda.
 
“Pra ser sincero, parece bonito. É bonito na comparação com o Halo, mas não acho que precisamos decidir pela sua beleza, mas sim pela sua segurança. Essa é a única resposta que podemos lhes dar”, explicou
 
O brasileiro levou do seu gravíssimo acidente sofrido no treino classificatório do GP da Hungria de 2009, quando foi acertado por uma mola solta da Brawn de Rubens Barrichello. Massa foi golpeado em cheio, ficou inconsciente foi internado. A gravidade das lesões impediram o piloto de continuar a correr naquela temporada, voltando apenas em 2010.
 

“Se é possível torná-lo melhor, mais bonito e mais seguro, então é fantástico. Talvez não teria problemas no meu acidente com esse novo sistema, mas em outros casos talvez não. Os pneus são muito mais pesados agora, portanto se uma roda voar e acertar alguém, isso não vai proteger. De modo que opto pela segurança”, declarou.
 
O projeto surge na esteira da proximidade da decisão por parte da FIA e da própria F1 como um todo a respeito de qual dispositivo será escolhido para a temporada 2018. Não houve nenhuma unanimidade. É preciso de unanimidade para que uma solução do tipo seja adotada, mas tal hipótese parece ser improvável porque não há consenso entre os times sobre a necessidade de se proteger os cockpits dos carros da F1.
 
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