F1

McLaren diz que demora para identificar problema impediu introdução de carro B: “Era tarde demais”

Presidente-executivo da McLaren, Xeque Mohammed bin Essa Al Khalifa afirmou que a demora em identificar o problema foi o que impediu a introdução de uma especificação B para o carro de 2018. Dirigente avaliou que, quando o problema foi confirmado, era tarde demais
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Fernando Alonso (Foto: Sauber)
Presidente-executivo da McLaren, Xeque Mohammed bin Essa Al Khalifa afirmou que a equipe teria introduzido uma especificação B para o carro de 2018 se tivesse identificado mais cedo o problema estrutural que comprometia a performance do bólido
 
Depois de trocar o motor Honda pelo Renault, a McLaren viveu uma campanha amarga e fechou 2018 apenas com o sexto posto no Mundial de Construtores, 593 pontos atrás da campeã Mercedes.
 
Xeque Mohammed garante que, se o problema do carro tivesse sido identificado mais cedo, a McLaren poderia ter agido para mudar sua situação.
Xeque Mohammed, o presidente-executivo da McLaren (Foto: Reprodução/Twitter)
“Se tivéssemos descoberto isso em abril, já teríamos um carro-B agora”, disse Al Khalifa. 
 
Questionado sobre quando o time descobriu o tamanho do problema com o carro, Xeque Mohammed respondeu: “Não antes das férias de verão. Quando foi confirmado, era tarde demais”.
 
Depois de um 2018 bastante difícil, Xeque Mohammed garante que a McLaren aprendeu as lições necessárias para evitar repetir o mesmo roteiro na próxima temporada. 
 
“Não sei se queremos divulgar o que descobrimos e como, mas nós demos os passos. E o desenvolvimento do carro próximo ano nos ajudou a entender o que aconteceu de errado aqui”, indicou. “Então estamos confiantes. Nós sabemos a razão de não termos conseguido desenvolver o carro deste ano. Foi um problema fundamental. E achamos que resolvemos isso”, seguiu.
 
Diretor-executivo da McLaren, Zak Brown avaliou que, uma vez que o problema foi identificado, o time conseguiu progredir, mesmo que isso não tenha ficado claro na performance.
 
“Especifica e tecnicamente, nós sabemos o que fizemos de errado”, garantiu Brown. “Muito do desenvolvimento que foi relatado ― como termos parado de desenvolver o carro em Barcelona ― foi totalmente impreciso. Tínhamos muitas coisas acontecendo no carro até o GP dos Estados Unidos”, contou.
 
“Algumas dessas coisas eram para avaliar o carro atual e algumas para confirmar o que entendíamos que era o problema com este carro para que não repetíssemos esses problemas daqui para frente”, completou.