CEO da McLaren diz que só liberou Sainz para Ferrari após “acreditar que teria Ricciardo”

Zak Brown reiterou que Daniel Ricciardo era um desejo antigo da McLaren e disse que o australiano “não estava feliz” na Renault. Daí em diante, foi questão de as estrelas se alinharem, afirmou o norte-americano

Quando a Ferrari anunciou, em maio, a saída de Sebastian Vettel ao fim da temporada, a Fórmula 1 viu uma pequena dança das cadeiras. Dias depois, a escuderia de Maranello confirmou o nome de Carlos Sainz como futuro piloto a partir de 2021 e, quase de imediato, a McLaren tornou pública a contratação de Daniel Ricciardo, que vai deixar a Renault depois de dois anos. A vaga do australiano será ocupada por Fernando Alonso. Mas nada disso aconteceria se não fosse a aprovação de Zak Brown, CEO da McLaren, que liberou Sainz para a equipe italiana por ter a certeza que teria nos boxes um desejo antigo.

A série ‘Drive to Survive’, produzida pela Netflix, conta que a McLaren tentou contratar Ricciardo para tê-lo a partir de 2019 em substituição a Fernando Alonso, mas o australiano acertou com a Renault. Por consequência, a equipe de Woking negociou com Sainz e fechou acordo para o espanhol formar dupla com Lando Norris.

A boa forma de Sainz na temporada passada, que teve como ponto alto o pódio no GP do Brasil, agradou a Ferrari, que viu no madrilenho o nome ideal para ocupar o lugar que vai ser deixado por Vettel ao fim do ano. Mas Brown deixou claro que a união entre Carlos e a equipe italiana só foi sacramentada porque Ricciardo iria para a McLaren.

CARLOS SAINZ; ZAK BROWN; MCLAREN;
Carlos Sainz teve a bênção de Zak Brown para ir para a Ferrari em 2021 (Foto: McLaren)

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“Poderíamos tê-lo mantido. Tínhamos um acordo em que poderíamos ter evitado isso, tínhamos uma opção. Tentamos trazer Daniel Ricciardo pela primeira vez há alguns anos, então, ele sempre esteve mais no topo do que qualquer outro em nossa lista e, quando Andreas [Seidl, chefe da McLaren] chegou, mantivemos contato com Daniel”, contou o executivo norte-americano em entrevista ao podcast oficial da Fórmula 1.

Na visão de Zak, a falta de perspectivas na Renault, enquanto a McLaren já atravessava um processo de ascensão, acabou sendo decisiva para que Ricciardo quisesse mudar de ares.

“Então, as conversas já haviam começado com Daniel. Sentimos que ele não estava feliz onde estava, então era mais uma questão de as estrelas se alinharem. Queríamos ter Daniel e o Carlos queria a Ferrari. Poderíamos ter dito não, mas estávamos interessados no Daniel e pensamos: ‘Se conseguirmos ficar com o Daniel e o Carlos for para a Ferrari, é um final feliz para nós dois’”, disse.

“Não deixaria Carlos ir se não acreditasse que teria Daniel. Quando pensamos que aquela porta estava aberta, então dissemos ‘sim, vamos tentar’, vamos marcar uma data para conversar novamente, e aí descobrimos que conseguiríamos assinar com Daniel. E como a Ferrari queria Carlos, então dissemos: ‘Ótimo, vamos em frente’”, salientou.

Mas apesar de Sainz estar de malas prontas para Maranello, Brown lembrou que não há climão nos boxes da McLaren. Muito pelo contrário.

“A maneira como lidamos é impressionante. Temos total harmonia na garagem. O Carlos dá tudo o que tem. Se olhar para Vettel e a Ferrari, Sergio Pérez e Racing Point e até mesmo Daniel e a Renault, não há muita harmonia lá, então, estou muito orgulhoso porque os relacionamentos são muito importantes para nós, o Carlos tem sido excelente para trabalhar. Por isso, estou feliz que deu certo e que estamos numa situação em que todos estão felizes”, concluiu.

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