McLaren recorre de punição e tenta reaver pontos de Norris no GP do Canadá

A McLaren decidiu usar o "direito de revisão" e vai recorrer da punição aplicada a Lando Norris no GP do Canadá. O inglês foi punido com 5s por "comportamento antidesportivo" durante o período do safety-car

A McLaren vai recorrer da punição sofrida por Lando Norris durante o GP do Canadá, corrida disputada há duas semanas. A equipe britânica lançou mão do “direito de revisão”, previsto pelo regulamento, para tentar reaver os pontos perdidos pelo piloto do carro #4 na etapa realizada no circuito Gilles Villeneuve. Por causa da decisão dos comissários da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Norris caiu do nono para o 13º lugar na corrida canadense.

Em Montreal, a direção de prova considerou que, na volta 12, o piloto da McLaren “desacelerou sob safety-car para evitar atraso na sua parada durante um pit-stop duplo”. E que “houve uma diferença significativa na velocidade entre o carro 4 [Norris] e o carro 81 [Oscar Piastri] ente as curvas 10 e 13 (aproximadamente 50 km/h)”, disse o texto da entidade que rege o esporte após a prova.

“O artigo 12.2.l do Código Esportivo Internacional refere-se a qualquer violação dos princípios de equidade na competição, comportamento antidesportivo ou tentativa de influenciar os resultados de uma competição, de forma contrária à ética esportiva”, seguiu o documento da federação.

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No comunicado publicado nesta sexta-feira (30), a McLaren se disse novamente surpresa com a decisão dos comissários de prova do GP do Canadá. A equipe iniciou discussões sobre a atuação da entidade e sentiu que havia ali um novo precedente, por isso decidiu levar o assunto a adiante. “Apoiamos muito a FIA e os comissários e confiamos neles enquanto realizam um trabalho difícil”, escreveu a esquadra de Woking. “Acreditamos que os comissários precisam tomar decisões em um curto espaço de tempo, analisando cenários complexos e muitas vezes com informações parciais e vários elementos a serem considerados.”

“No Canadá, ficamos surpresos com a sanção e incertos quanto ao raciocínio por trás da decisão. Conversamos com os comissários imediatamente após a corrida para ajudar a entender o motivo da punição.”

Ainda na nota, a esquadra laranja afirmou que “acatou a explicação inicial da sanção e decidiu rever o caso de forma calma e ponderada, o que incluiu a consulta aos precedentes”. E detalhou: “Após esta revisão cuidadosa e extensa, acreditamos que existem evidências suficientes para submeter um ‘direito de revisão’ à FIA”.

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“O marco regulatório da FIA possui ferramentas e processos que permitem a ela e ao esporte lidar com a complexidade operacional da Fórmula 1, principalmente para decisões que precisam ser tomadas durante a corrida. O ‘direito de revisão’ é um daqueles processos que mostra a força da instituição em permitir que as decisões sejam revisadas, caso isso seja do melhor interesse do esporte, e isso é algo que a McLaren abraça e apoia totalmente”, acrescentou a esquadra chefiada por Zak Brown.

De acordo com as regras, para que um pedido de revisão seja aceito, a equipe precisa entregar uma nova evidência — significativa e relevante — que não estava disponível quando a decisão foi tomada.

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