F1
13/06/2017 06:50

McLaren rompe com Honda e anuncia acordo com Mercedes para 2018 antes das férias da F1, diz jornal

De acordo com informações do diário 'Daily Mail', a McLaren está prestes a fechar um acordo com a Mercedes para o fornecimento de motores para 2018. E que um anúncio sobre a ruptura com a Honda deve acontecer antes mesmo da pausa das férias da F1, em agosto
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Fernando Alonso (Foto: McLaren)

A McLaren caminha mesmo para um acordo com a Mercedes para ter os motores da fábrica alemã a partir da temporada 2018 da F1, e o anúncio da ruptura com a Honda deve acontecer antes da pausa das férias da F1, em agosto. A manobra é mais uma tentativa de manter Fernando Alonso na equipe por mais tempo e garantir um retorno da competitividade. A informação está em matéria do jornal inglês 'Daily Mail'.
 
Os rumores sobre um retorno da parceria entre a McLaren e a Mercedes vem ganhando força nas últimas semanas, especialmente por conta da inabilidade da Honda em acertar a unidade de potência. Os japoneses seguem tendo problemas para aperfeiçoar o motor e a falta de confiabilidade, além do déficit de potência - que gira em torno de 80 cv -, têm sido alvo de críticas constantemente. 
 
No último domingo, durante o GP do Canadá, Alonso novamente se viu fora da corrida por uma falha da unidade. A relação, portanto, segue tensa entre a equipe e a fornecedora nipônica, tanto que o chefe Zak Brown já não faz segredo ao dizer que vem analisando todas as opções possíveis para o próximo ano.
Fernando Alonso ganha mais de R$ 100 milhões por ano (Foto: McLaren)

Só que a negociação para deixar a Honda também esbarra em um obstáculo. De acordo com a publicação britânica, a fabricante japonesa investe € 90 milhões (cerca de R$ 330 mi) em salários na McLaren, sendo € 28 milhões (R$ 103 milhões) só com o contrato de Alonso. Assim, se o vínculo for realmente encerrado, a equipe inglesa terá de, além de pagar pelos motores - estima-se que o valor gire em torno de € 12 milhões euros (R$ 44 mi) -, assumir o alto salário do espanhol. Também, a quebra do acordo vai custar ao time de Woking € 88 milhões ou R$ 325 milhões. 
 
Ainda assim, a reportagem informa que Mansour Ojjeh, acionista da McLaren, esteve em Montreal, no fim de semana, em reuniões com o chefe da Mercedes, Toto Wollf, e o presidente não-executivo da marca, Niki Lauda. E que, no caso de um contrato, é o dirigente árabe quem vai arcar com o novo contrato do bicampeão espanhol.
 
Em meio ao cenário, Wolff preferiu se calar. “Neste momento, não quero participar desses rumores e conversas. Poderia ser prejudicial para a Honda”, disse brevemente o dirigente austríaco em entrevista ao jornal alemão ‘Bild’.
 
Se o acordo for adiante mesmo, a McLaren vai se juntar a Williams e a Force India como equipe cliente da Mercedes.

Com a Mercedes, a equipe britânica consolidou uma aliança de 20 temporadas na F1 — entre 1995 e 2014 — e conquistou nada menos que 78 vitórias, 76 poles e quatro títulos mundiais: três de Pilotos, com Mika Häkkinen em 1988 e 1999, e com Lewis Hamilton, em 2008, além da taça dos Construtores em 1998.
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