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F1

McLaren segue trabalho com Petrobras, mas admite que é “difícil” definir prazo para usar combustível

Tanto Gil de Ferran quanto Zak Brown falaram sobre a possibilidade de usar a gasolina desenvolvida pela Petrobras em 2019, mas ainda não há como estabelecer um prazo. O executivo norte-americano ressaltou a “grande parceria” e relação técnica com a estatal brasileira

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Na sequência da movimentada quinta-feira (14) que marcou a apresentação do MCL34, a McLaren confirmou que a parceria técnica com a petrolífera estatal brasileira Petrobras continua em curso. O logo da empresa nacional estampa não apenas o novo carro laranja da equipe britânica, mas também os macacões de Lando Norris e Carlos Sainz e o uniforme dos funcionários da escuderia. Contudo, ainda não há uma previsão exata sobre quando a McLaren vai finalmente usar os combustíveis e lubrificantes desenvolvidos pela Petrobras.
 
Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, e Gil de Ferran, brasileiro que foi contratado para ser o diretor-esportivo no ano passado, falaram a respeito da atual situação da parceria com a Petrobras. Os dois dirigentes enfatizaram que a união continua.
 
 
Segundo a reportagem, assinada pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do blog Olhar Olímpico, do UOL, partiu do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, a decisão de retirar o patrocínio à McLaren. O valor é estimado em R$ 48 milhões por ano, informa o colunista Lauro Jardim.
 
O GRANDE PRÊMIO entrou em contato com a petrolífera brasileira e questionou sobre a manutenção ou não do patrocínio à McLaren. A empresa confirmou a mudança de planos para o futuro próximo. 
A McLaren ainda não sabe quando vai poder usar o combustível desenvolvido pela Petrobras (Foto: McLaren)
“A Petrobras está revisando sua política de patrocínios e seu planejamento de publicidade, em alinhamento ao novo posicionamento de marca da empresa, com foco em ciência e tecnologia e educação, principalmente infantil. Os contratos atualmente em vigor (que é o caso da parceria tecnológica com a McLaren) estão com seus desembolsos em dia”, informou.
 
Na esteira disso, o GRANDE PRÊMIO apurou que o rompimento do acordo corre "seríssimo risco" de se encerrar antes mesmo de chegar a cumprir com o seu objetivo, anunciado há um ano, quando Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, anunciou a união da Petrobras com a equipe britânica.
 
Um dos termos do acordo diz que a McLaren passaria a usar os combustíveis e lubrificantes brasileiros a partir de 2019, com a estatal tendo um laboratório dentro dos boxes da McLaren, assim como faz a Shell, fornecedora de longa data da Ferrari. Contudo, o atraso no desenvolvimento faz com que seja ainda difícil estabelecer um prazo sobre quando passar a usar os produtos da Petrobras, afirmou De Ferran ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.
 
“Ainda estamos trabalhando no desenvolvimento em conjunto com a Petrobras. Seria difícil colocar uma escala de tempo sobre isso agora”, salientou o dirigente brasileiro. “Quando fazemos planos, observamos todas as dificuldades que poderemos ter para executá-los com propriedade”, salientou.
 
Por sua vez, Brown ressaltou a sequência dos trabalhos em conjunto com a estatal brasileira. “Temos uma grande parceria com a Petrobras. Estamos desenvolvendo combustíveis com eles. É uma relação técnica. Se você observar as empresas de combustível e lubrificantes na F1, eles usam isso como parte do desenvolvimento, para, no fim, colocar sua marca”, disse.
 
“Estamos no Brasil indo com frequência com eles. Estou confiante que estamos entregando um bom valor a eles”, complementou.
 
Nos dois últimos anos, a McLaren fez uso de combustíveis e lubrificantes da britânica BP/Castrol, tanto em 2018, na última temporada de parceria com a Honda, como também no ano passado, quando a equipe britânica se aliou à Renault como nova fornecedora de motores.