McLaren segue Williams e diz que ano sem corridas “seria devastador” para finanças

Sem corridas e virtualmente sem receitas, as equipes da Fórmula 1 atravessam período de vacas magérrimas. A McLaren de Zak Brown frisou aviso dado pela Williams, de que é necessário realizar corridas em 2020 para evitar colapso da categoria

Ainda não é certo que 2020 terá corridas de Fórmula 1. A pandemia do coronavírus pegou o mundo do esporte no contrapé, e as consequências são graves. Do ponto de vista financeiro, as receitas das escuderias caíram vertiginosamente. A situação já toma contornos preocupantes, o que já faz a McLaren falar claramente em consequências “devastadoras” no caso de demora no retorno às pistas.
 
A análise veio de Zak Brown, chefe da McLaren. O dirigente vê a situação atual da mesma forma que Claire Williams, chefe que já colocou até mesmo a sobrevivência da escuderia em xeque no caso de um ano sem GPs.
 
“Acho que nosso esporte sempre foi um bom remédio para o mundo”, disse Brown, entrevistado pelo site americano ‘Motorsport.com’. “O apetite por F1 e pelo esporte como um todo, com portões fechados ou não, vai ser incrível. Só que, se não tivermos F1 esse ano, acho que as consequências financeiras para todas equipes na F1 vão ser devastadoras, assim como para qualquer indústria que fique fechada por um ano inteiro. Aí a gente precisaria repensar coisas e buscar uma solução. Mesmo que tenhamos imaginado todos cenários financeiros, as consequências financeiras de não correr são extremamente severas para todos nós, incluindo a própria F1”, refletiu.
Zak Brown tem medo do que pode acontecer em um ano sem F1 (Foto: IndyCar)
Um plano do Liberty Media, revelado pela revista ‘Forbes’, é a venda de ações. O negócio ainda não foi confirmado oficialmente, mas a expectativa é de retorno financeiro de US$ 1,4 bilhão [R$ 7,6 bilhões], valor que ajudaria na sobrevivência de escuderias. Outros planos do grupo dono dos direitos comerciais da F1 também caem no gosto de Brown.
 
“Acho que o plano que o Chase [Carey, representante do Liberty Media] contou para nós, que é um trabalho ainda em progresso, é muito sensato. Acho que correr sem público, certamente sem público no curto prazo, é a forma realista de correr. Seria inocente pensar que teremos os GPs da Áustria e da Inglaterra com 100 mil pessoas. Nosso plano não exige isso, então sinto que é um plano realista. Ele [Carey] está falando com diversos governo, então fico bem otimista”, encerrou.

 

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