Mercedes admite que ainda não entende W14 e que “vai voltar ao básico” no carro de 2024

Depois de se embolar com o regulamento que explora o efeito-solo, Mercedes admitiu que vai começar um projeto totalmente novo para a temporada 2024 da F1

Depois de abandonar o inovador, mas falho, conceito ‘zeropod’ e seguir um caminho similar ao das outras equipes do grid, a Mercedes admitiu que ainda não conseguiu entender completamente o regulamento que explora o efeito-solo na Fórmula 1. Por isso, Toto Wolff, chefe dos alemães, afirmou que a equipe terá de “voltar ao básico” em 2024 para tentar desenvolver um carro competitivo para Lewis Hamilton e George Russell.

Embora esteja no segundo lugar no Mundial de Construtores, a Mercedes não é, de fato, a segunda força consolidada no grid da Fórmula 1. O posto esteve, principalmente, nas mãos de Aston Martin e McLaren, mas o time octacampeão acabou se estabelecendo na vice-liderança por causa da constância.

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Hamilton reclamou da dificuldade de pilotar o W14 (Foto: AFP)

Para Wolff, a variação na segunda força é uma prova de que, além da Red Bull, nenhuma outra equipe foi capaz de interpretar totalmente as novas regras. Por isso, para conseguir trilhar um caminho rumo ao topo, o mandatário acredita que é preciso descartar ideias mirabolantes e deve apostar no básico.

“Posso ser honesto? Não, ainda não entendemos [o regulamento]. No final das contas é uma questão de física, e não de algo místico. O comportamento desses carros não é fácil de replicar entre túnel de vento, simulador e pista. O carro faz coisas que não encontramos nas simulações produzidas na fábrica”, disse Toto.

“Nós, Ferrari, Aston Martin e McLaren estamos vivendo a mesma situação. Estamos em segundo lugar entre os construtores porque estamos acostumados a otimizar resultados há anos, mas, além de Verstappen, ninguém parece ter o carro perfeito e o controle do que faz”, reconheceu o dirigente.

Depois de Hamilton soltar o verbo e dizer que a Mercedes não ouviu seus feedbacks para o desenvolvimento do W14, Wolff disse que o bólido do próximo ano será bem diferente do que foi visto em 2022 e 2023.

“Para 2024 vamos mudar muita coisa, tentando voltar ao básico. Não quero mais ouvir Lewis dizendo: ‘Estou sentado muito à frente no cockpit’, mecanismos de suspensão que não entendemos e assim por diante. Sejamos decisivos sobre o que entendemos e o que não entendemos temos de deixar de lado. Não se trata de sofisticação técnica, mas de engenharia sólida”, finalizou o chefe da Mercedes.

Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 20 e 22 de outubro, em Austin, com o GP dos Estados Unidos, o primeiro da última perna tripla da temporada. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.

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