F1

Mercedes admite erro na estratégia de pneus em Mônaco e credita vitória a Hamilton: “Pilotagem dele nos salvou”

Chefe da Mercedes, Toto Wolff reconheceu que o time errou na estratégia de pneus de Lewis Hamilton em Monte Carlo. O dirigente considerou, no entanto, que foi o #44 quem salvou o resultado do time

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Toto Wolff avaliou que Lewis Hamilton salvou a Mercedes de um erro estratégico no GP de Mônaco. O chefe de time considerou que a pilotagem do #44 contornou um erro na estratégia de pneus da etapa de domingo (26) da Fórmula 1.
 
Ainda no início da corrida, o safety-car foi acionado para permitir a limpeza da pista após um furo ter destruído o pneu de Charles Leclerc. A Mercedes, então, trocou os pneus de Hamilton, mas foi a única a apostar nos compostos médios.
Toto Wolff afirmou que Hamilton salvou Mercedes em Mônaco (Foto: Mercedes)



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Enquanto Red Bull e Ferrari tinham os pneus duros, Hamilton passou a sofrer com o desgaste do pneu dianteiro e teve de controlar a corrida para receber a bandeirada na ponta, mesmo pressionado por Max Verstappen.
 
Questionado sobre a troca para os pneus médios, Wolff reconheceu o erro e disse que Hamilton salvou a situação para a Mercedes.
 
“Eu tive uma conversa com James [Vowles, estrategista do time] e, obviamente, foi a decisão errada”, disse Wolff. “Nós achávamos que o pneu chegaria até o fim, mas não chegou. Ele nos salvou ― a pilotagem dele nos salvou. É algo que realmente precisamos analisar”, seguiu.
 
“O que foi calculado é que o médio aguentaria se trocássemos na volta 15 ou 16, com a gestão certa”, explicou Wolff. “Então, estando na liderança, era uma estratégia bem direta”, contou.
 
“Eu nem sequer vi como um trecho enorme, mas percebemos com 20 voltas que o dianteiro esquerdo tinha alguma granulação e ele começou a se queixar do carro saindo de frente, um resultado da granulação”, contou. “Ficou claro que seria muito, muito difícil, chegar ao final”, apontou.
 
Wolff disse que a Mercedes se acalmou um pouco já que o fato de ser uma corrida em Mônaco ajudava no desgaste dos pneus.
 
“Nós tivemos alguma discussão sobre o pneu durar outras 40 voltas, e eu fui lembrado de que eram só 20 voltas de um circuito normal, então acalmei um pouco”, relatou. “Mas todos sabiam que seria um trecho enorme e, provavelmente com 20 voltas para o fim, ele tinha 0% de borracha sobrando na esquerda e o carro saia muito de frente em baixa velocidade. Dava ver na Loews que o carro não virava mais”, completou.
 
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