Mercedes admite irregularidade e projeta crescimento na segunda parte do Mundial de F1

Ross Brawn disse que a prioridade da escuderia de Brackley é fazer com que o carro seja competitivo em todas as pistas do calendário. O britânico reconheceu que o desempenho do time é irregular em 2012

O desempenho da Mercedes é uma das grandes incógnitas desta primeira parte do Mundial de F1 em 2012. Após 11 etapas, a escuderia de Brackley teve uma temporada bastante irregular. Ross Brawn reconhece o desempenho cheio de altos e baixos e disse que a prioridade é conceber um carro que seja bom em todas as pistas, projetando um crescimento na segunda metade do campeonato.

A Mercedes somou um ponto nas duas primeiras corridas — Austrália e Malásia —, mas venceu, de forma tão surpreendente quanto dominante, com Nico Rosberg, no GP da China. Os alemães tiveram outro ótimo desempenho em Mônaco, com a pole de Michael Schumacher — que largou em sexto por conta de uma punição —, e o segundo lugar na corrida, também conquistado por Rosberg.

Ross Brawn reconhece que a Mercedes foi irregular nesta primeira parte do Mundial de F1 (Foto: Mercedes)

O heptacampeão foi ao pódio — seu primeiro pela Mercedes — em Valência. Foi o último grande resultado da equipe, que somou apenas 14 pontos nas últimas três provas, muito menos do que Red Bull, McLaren e Lotus somaram só no GP da Hungria.

No último fim de semana, a escuderia prateada teve um desempenho pífio em Hungaroring. Schumacher foi desastroso no circuito magiar em praticamente todo o fim de semana e Rosberg conquistou apenas um ponto. No geral, a performance da Mercedes foi frustrante porque muito se esperava do W03, que mostrou bom desempenho em circuitos travados, como em Mônaco e Valência.

Ross Brawn, chefe da equipe de Brackley, falou também sobre a etapa canadense, onde Rosberg conquistou um razoável sexto lugar. “Acho que em Montreal fizemos uma classificação fraca, mas nós fomos muito bem na corrida”, disse, para em seguida justificar a performance discreta da Mercedes no último fim de semana antes das férias de verão.

“Para a Hungria, alguém me perguntou por que não fomos competitivos lá, mas sim em Mônaco, mas acho que são circuitos diferentes. Se você olhar para as curvas longas que existem em Hungaroring, elas não são as mesmas que em Mônaco”, analisou o dirigente britânico.

Ciente da irregularidade quanto ao desempenho da Mercedes em 2012, Brawn projeta evolução e, principalmente, busca ter um carro que seja mais constante, como a Lotus, que se mostrou bem em praticamente todas as pistas do calendário.

“Nosso carro se adequa bem a algumas pistas, e o que nós temos de fazer é produzir um carro que seja competitivo em todos os circuitos. Esta é a nossa prioridade. Há um enorme trabalho em curso para melhorar essa situação”, opinou.

“Ocasionalmente uma equipe vai dominar e ser competitiva em todas as pistas, e nós temos a sorte de estar lá, mas os altos e baixos são mais frequentes e, particularmente, os altos e baixos na forma como você usa os pneus nessas pistas distintas”, disse o britânico, citando o fator-chave da temporada 2012. “Isso é algo que nós temos de lidar. Talvez, na Hungria, o equilíbrio consistente nas curvas longas não foi bom, por isso precisamos olhar pare isso e buscar algumas soluções”, concluiu.

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