Mercedes decide assinar novo Pacto da Concórdia, mas se garante na F1 só até 2021

A Mercedes segue fazendo jogo para assinar o novo Pacto da Concórdia. De acordo com o site F1-Insider, o time aceita assinar os temos do acordo, mas não se compromete a longo prazo na Fórmula 1

O novo Pacto da Concórdia continua gerando especulações e temores no paddock da Fórmula 1. A Mercedes, por exemplo, se mostrou incerta sobre endossar o novo acordo sobre o documento que rege as relações comerciais e a distribuição de receita na categoria. Contudo, de acordo com o site alemão F1-Insider, a equipe hexacampeã do mundo decidiu que vai seguir na Fórmula 1 e assinar o Pacto.

Entretanto, a equipe de Brackley vai garantir sua permanência no grid apenas até o fim da temporada 2021, sem se comprometer inicialmente a um acordo de longo prazo.

A publicação ainda afirma que a Red Bull se esforçou para incluir cláusulas mais flexíveis sobre eventuais saídas de equipes do novo acordo, incluindo revisão anual desse tópico. Isso significaria que a Mercedes poderia, em caso de aprovação, transferir o controle acionário até o final de 2021 sem precisar pagar uma multa.

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, segue fazendo jogo para assinar o novo Pacto da Concórdia (Foto: Mercedes)

A escolha pelo fim do próximo ano tem relação com o congelamento de desenvolvimento dos carros após a crise do novo coronavírus. A Fórmula 1 optou por manter o mesmo regulamento e, desta maneira, limitar os gastos das equipes que sofrem baixas financeiras desde o início deste ano.

A pandemia também levou o Liberty Media, empresa dona dos direitos comerciais da F1, a adiar para 2022 a ampla revolução que pretendia implantar para o ano que vem, com a adoção de especificações completamente novas do carro, regulamentos técnico e esportivo.

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, quer evitar a assinatura do acordo neste fim de semana, durante o GP da Espanha. O dirigente alega que a distribuição de receitas no novo Pacto da Concórdia favorece as rivais Ferrari e Red Bull.

A Fórmula 1, por outro lado, não quer adiar por mais tempo a assinatura do contrato básico e pretende assegurar as bases junto com as dez equipes do grid para a próxima temporada.

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