F1
07/08/2018 08:45

Mercedes diz que vitória de Hamilton na Hungria indica melhora em ponto fraco: gestão dos pneus

Um dos poucos pontos fracos, até então, enfrentados pela Mercedes na temporada era a conservação dos compostos da Pirelli durante as corridas, principalmente em pistas mais quentes. Mas, com a vitória de Lewis Hamilton no GP da Hungria, as coisas podem ter melhorado para o W09, analisa a cúpula da equipe
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
A vitória de Lewis Hamilton, no calor de Budapeste, pode ter sinalizado uma melhora no funcionamento dos seus pneus em altas temperaturas. O GP da Hungria, no fim de julho, foi disputado sob 33ºC de temperatura ambiente e com 57ºC na pista, condições em que a Mercedes costumava demonstrar seu maior ponto fraco por conta da sobrecarga, principalmente nos pneus traseiros, que vinha sendo comum nas provas mais quentes do calendário. 

A estratégia de pit-stops, de apenas uma parada, foi fundamental para a vitória do inglês na corrida antes das férias de verão da F1. Os compostos ultramacios duraram mais do que o esperado para a pista, mesmo com a alta temperatura, e o segundo stint, com pneus macios, também apresentou longa durabilidade no W09 de Hamilton.
 
Chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff explicou que o resultado obtido por Hamilton na Hungria vai acrescentar muito para os estudos do time para o futuro e que a reação dos compostos foi uma surpresa positiva.
Mesmo com altas temperaturas, a Mercedes foi capaz de conservar seus pneus na pista (Foto: AFP)
"O ar desempenha um grande papel, mas é um mistério que, às vezes, você tenha desempenho em um pneu e em outro não. Eu acho que foi o contrário com a Ferrari” afirmou.
 
"Mais dados para coletar, mais dados para entender, mas o sentimento predominante e abrangente para nós é que vencemos a corrida em Budapeste com temperatura de pista por volta dos 60ºC. Isso era algo que não achávamos que poderia ser possível para nós. Me dá uma impressão boa de que nós entendemos mais e podemos ser mais competitivos nas corridas mais quentes no futuro", acrescentou.
 
Hamilton admitiu que encontrou dificuldades durante os treinos e que o cuidado com os pneus, especialmente os traseiros, era uma característica forte da Ferrari. A Mercedes também deixou claro, no fim de semana, que vai ser encontrada uma solução exata quanto ao funcionamento dos pneus que dê certo em todos os casos, mas, sim, de acordo com cada pista e cada condição de corrida. 
 
"Se você olhar para alguns dos comentários da última corrida, foram: 'De repente, nesta corrida neles fizeram os pneus durarem', o que não é o caso", encerrou o tetracampeão do mundo.