Mercedes estuda maneiras de “encontrar desempenho” no motor após congelamento

Diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin destacou que equipe não trabalha em melhorar apenas a aerodinâmica do W13, mas também as partes do motor que ainda não foram congeladas

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A Mercedes segue tentando se recuperar na temporada 2022 da Fórmula 1 e tenta observar cada ponto possível do carro que pode ser melhorado na busca por subir o nível do W13. E o diretor de engenharia da equipe, Andrew Shovlin, admitiu que a escuderia alemã trabalha não apenas em consertar os problemas aerodinâmicos do carro — como o quique, por exemplo —, mas também na própria unidade de potência fabricado pelo time.

“É claro que estamos tentando encontrar alguma coisa”, disse Shovlin ao braço espanhol do portal Motorsport. “No entanto, nossas unidades de potência já estão homologadas e a única coisa que estamos liberados para fazer no momento é trabalhar para melhorar a confiabilidade”, explicou.

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Lewis Hamilton está decepcionado com o W13 em 2022 (Foto: Mercedes)

Vale lembrar que os quatro fornecedores de motor da F1 — Mercedes, Red Bull Powertrains, Ferrari e Renault — já passaram pela primeira fase do congelamento das unidades de potência, ocorrida em março deste ano e que impede novos desenvolvimentos em diversas partes: motor de combustão interna, turbo, sistema de exaustão, especificações do combustível e no MGU-H. Ainda assim, Shovlin destacou uma área em que a equipe não tem restrições em trabalhar.

“Mas existe outra área que podemos trabalhar e não está proibida. Estou falando sobre os modos de controle do motor, que podemos mudar do jeito que quisermos”, afirmou. “Entendemos que nosso carro não é perfeito, mas a boa notícia é que se seu carro não é rápido como você quer, você pode melhorá-lo em muitas áreas”, ressaltou.

O congelamento final — que vai se manter até o final de 2025 — está previsto para 1º de setembro deste ano, e afeta partes como os controles eletrônicos, a bateria e o MGU-K. Shovlin destacou que a Mercedes busca melhorar nas duas frentes e disse que a equipe “não quer ficar parada”.

Russell ainda luta contra os constantes quiques da Mercedes (Foto: Petronas)

“Então, nossa equipe está observando de perto as possibilidades de ajuste que podem nos dar um desempenho a mais”, comentou. “Mas sim, em termos de desenvolvimento do chassi, também não queremos ficar parados”, admitiu.

Por fim, Shovlin abordou o grande problema da Mercedes em 2022: o quique do W13. Para o engenheiro, não será um problema que a equipe encontrará uma solução genial. Em sua opinião, o galope do carro precisa ser diminuído aos poucos, com ajustes na parte aerodinâmica que melhorem o monoposto nesse sentido.

“Sendo realista, achamos que isso é algo que abordamos passo a passo, ao invés de um grande momento em que a coisa some”, reconheceu. “Mas estamos encontrando sinais encorajadores e esperamos trazer algumas peças ao carro em breve, talvez até mesmo em Miami, para podemos ver algum progresso nesse problema”, encerrou.

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