Mercedes iguala recorde da Ferrari e é hexa do Mundial de Construtores

A Mercedes confirmou a conquista do hexacampeonato do Mundial de Construtores no GP do Japão deste domingo (13). A escuderia prateada iguala assim a marca estabelecida pela Ferrari, entre 1999 e 2004, como recorde de seis títulos seguidos na Fórmula 1

A vantagem da Mercedes perante a Ferrari era tamanha antes do GP do Japão que bastava à equipe prateada somar apenas 15 pontos a mais do que a rival para sair de Suzuka com o sexto título mundial. E foi o que aconteceu neste domingo (13) de consolidação de uma série histórica na Fórmula 1. Invencível no Mundial de Construtores entre 2014, no início da era híbrida de motores, e 2019, a Mercedes iguala assim o recorde de títulos consecutivos, que antes pertencia à Ferrari. Liderada por Michael Schumacher, a escuderia de Maranello enfileirou as taças de campeão entre 1999 e 2004.
 
Para se ter uma ideia do domínio da Mercedes neste período, os números provam o enorme abismo que separa a equipe prateada de Ferrari e Mercedes, as outras duas equipes que triunfaram entre 2014 e 2019 na F1: os comandados de Toto Wolff venceram nada menos que 85 GPs, antes da prova deste fim de semana em Suzuka. A Ferrari subiu ao topo do pódio 17 vezes, contra 14 da Red Bull, em um total de 116 corridas desde o início da nova era híbrida.
 
A conquista da Mercedes e, sobretudo a série vencedora, têm três pilares principais. Lewis Hamilton, que arriscou tudo ao deixar uma estável McLaren pelo projeto da Mercedes ao substituir Michael Schumacher a partir de 2013, foi bem-sucedido e tornou-se um dos maiores nomes da F1 em todos os tempos. Depois do hexa da Mercedes, agora é o britânico quem está a caminho da sexta taça, que tem totais condições de ser confirmada dentro de duas semanas, no México.
Lewis Hamilton e Valtteri Bottas ajudaram a Mercedes a faturar o hexa dos Construtores (Foto: Mercedes)
Toto Wolff, ex-piloto e dirigente austríaco que foi contratado pela Mercedes após jornada na Williams para substituir Norbert Haug como diretor-esportivo. Com enorme poder de influência nos bastidores e com grande capacidade de gerenciar uma equipe, Wolff já entrou para a história como um dos maiores e mais vencedores chefes de equipe da história.
 
E um parágrafo à parte para Niki Lauda. O lendário tricampeão do mundo, com passagens de muito sucesso por Ferrari e McLaren, chegou à Mercedes como presidente não-executivo e foi decisivo para a ascensão da equipe prateada, que ganhou um nome de muito peso para lidar com seus pilotos nos boxes. Foi de Lauda, aliás, a iniciativa para buscar a contratação de Hamilton, o que mudou de vez a história da equipe. 
 
Niki se foi em maio deste ano, mas a estrela vermelha que o representa segue e seguirá sempre estampada nos carros prateados como demonstração de gratidão por sua contribuição decisiva na história da marca alemã.
 
Outros nomes foram igualmente importantes para a Mercedes não apenas chegar ao topo, mas nele permanecer nas últimas seis temporadas na F1. Nico Rosberg, dono do título do Mundial de Pilotos em 2016, Paddy Lowe e James Allison, que trabalharam como diretores-técnicos da equipe, Aldo Costa, consultor-técnico, e Valtteri Bottas, que também deu sua contribuição desde que chegou ao time em 2017, sendo o escudeiro de Hamilton e ajudando a somar pontos para o Mundial. 
 
Todos atuam com o suporte fundamental de um corpo profissional de 1.600 funcionários entre as sedes de Brackley e a fábrica de motores de Brixworth. A Mercedes, diga-se, tem uma estrutura capaz de trabalhar, literalmente, 24 horas por dia e sete dias por semana, com a façanha de desenvolver atualizações aerodinâmicas a cada 20 minutos. Tudo para seguir mantendo o domínio no Mundial de F1.
 
Em números gerais, no entanto, a Ferrari ainda é a equipe mais vitoriosa do Mundial de F1, de longe. Com presença no grid desde a primeira temporada, em 1950, considerando que o Mundial de Construtores passou a ser disputado apenas a partir de 1958, a escuderia de Maranello soma 16 títulos. 
 
A outrora gloriosa Williams, que hoje amarga o limbo da F1, tem nove títulos mundiais de Construtores, um a mais em relação à McLaren. A antiga Lotus tem sete taças, contra agora seis da Mercedes e quatro da Red Bull, equipe que dominou o esporte no começo da década de 2010.
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