Mercedes diz que “não entregou tudo” do W12, mas reitera: espera sofrer em Ímola

O diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, afirmou que o carro tem mais desempenho a entregar em diversas áreas. Mas talvez leve um tempo

Apesar da vitória no GP do Bahrein que abriu a temporada 2021 do Mundial de Fórmula 1, ficou claro que a Mercedes sofreu demais na pista de Sakhir e esteve, no que diz respeito a desempenho, atrás da Red Bull. Segundo a equipe, entretanto, ainda há forças no W12 que não foram extraídas neste começo de ano.

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Quem afirmou foi Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes. De acordo com Shovlin, todas as atividades na pista de Sakhir evidenciaram a vantagem da Red Bull. Apesar de acreditar que tem o carro tem muito mais a oferecer, apresenta um porém: a rival será favorita nas próximas duas corridas, os GPs da Emília-Romanha e de Portugal.

“O Bahrein é muito complicado para os pneus traseiros e estava ventando demais. Tivemos ventos de 30 a 40 km/h, que é basicamente o máximo que se vê numa corrida normal. Certamente esperamos que não tenha sido uma das melhores pistas para nossa equipe, porque tivemos muita dificuldade. O carro era decente, mas no fim o trabalho foi duro”, disse.

“Se for avaliar a Red Bull desde os testes e treinos livres, o carro funcionou sempre muito bem. Espero encontrar circuitos que se encaixem melhor conosco”, seguiu.

Lewis Hamilton venceu em Ímola em 2020, mas a Mercedes está pessimista com 2021 (Foto: Mercedes)

“Ainda não temos o melhor carro, mas não achamos que tiramos tudo desse pacote ainda. Quando você desenvolve um carro, há um monte de áreas que precisam ser exploradas na parte de desempenho e, em algumas destas, ainda não entregamos tudo que existe. Estamos trabalhando bastante duro para tirar desempenho do carro nas próximas duas corridas, mas creio que será difícil”, falou.

“Mas Ímola e Portimão… Não creio que estamos bem o bastante em altas velocidades, e há muito disso em ambas. É uma área na qual eles [Red Bull] têm vantagem sobre nós”, declarou.

“Com esses circuitos, há elementos nos quais creio que estamos na direção certa. Sofremos com a traseira no Bahrein, e essas pistas são mais tranquilas neste sentido. Mas, como eu disse, a alta velocidade é algo que não estamos ingênuos pensando que será uma força a nosso favor”, finalizou.

O GP da Emília-Romanha, em Ímola, está marcado para os dias 16-18 de abril, ao passo que a corrida de Portugal, em Portimão, fica para o primeiro fim de semana de maio.

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