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F1

Mesmo com dinheiro de Stroll, Racing Point “ainda é a menor equipe da F1”, diz chefe

Otmar Szafnauer ressaltou a eficiência da Racing Point, futura Aston Martin, de tirar o máximo de cada libra gasta de um orçamento ainda bastante apertado mesmo com o investimento feito por Lawrence Stroll, o que evitou a falência da então Force India em meados de 2018

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Há quase dois anos, a Force India estava à beira da falência diante de inúmeros problemas do seu então proprietário, Vijay Mallya. Às vésperas do GP da Bélgica de 2018, Lawrence Stroll liderou a criação de um consórcio, comprou a equipe anglo-indiana e a salvou da falência, conseguindo preservar não apenas a existência do time em si, mas também manteve 405 funcionários empregados. O bilionário canadense deu ao filho, Lance Stroll, uma das vagas de piloto titular, rebatizou a escuderia como Racing Point, deu segurança financeira e contratou mais profissionais, além de ajudar na reestruturação e construção de uma nova base, em Silverstone. Mas, para Otmar Szafnauer, a Racing Point ainda é a menor equipe do grid da F1.
 
O chefe da equipe deu uma entrevista à revista britânica ‘Autosport’ e lembrou que o orçamento total da equipe está significativamente mais robusto do que era em 2016 e 2017, quando a então Force India terminou como a quarta melhor equipe do Mundial de Construtores e desembolsava cerca de US$ 110 milhões (ou R$ 613 milhões, na cotação atual). Mas nem o dinheiro investido pelo empresário mudou o patamar financeiro da Racing Point diante das outras escuderias da categoria.
 
“Quando Lawrence entrou, ele nos deu um orçamento maior, muito mais dinheiro. Contudo, é preciso dizer que, embora tenhamos um orçamento significativamente maior, digamos 30% a 40% mais do que tínhamos, ainda acredito que temos o orçamento mais baixo e a menor quantidade de pessoas trabalhando no pit-lane. Ainda somos a menor equipe da F1”, analisou.
Otmar Szafnauer ainda vê a Racing Point como a menor equipe da F1 (Foto: Racing Point)
“Talvez a Haas tenha menos pessoas porque muito do seu trabalho de design e fabricação é feito pela Dallara. Mas, se incluísse essas pessoas, eu suspeitaria que provavelmente também somos menores do que eles”, disse o dirigente.
 
Na visão de Szafnauer, mais importante que ter um orçamento forte é saber como gastar o dinheiro. “Portanto, embora tenhamos recursos maiores agora e possamos fazer mais, a única coisa boa que precisamos garantir é que não perdemos a eficiência que tínhamos no passado. Ainda analisamos cada libra gasta. Simplesmente estamos gastando mais libras”.
 
O comandante da equipe que projetou a ‘Mercedes rosa’, carro que provocou furor nos testes de pré-temporada em 2020, em Barcelona, falou que os planos para a construção da nova base da Racing Point, também em Silverstone, seguem de pé. A escuderia, que a partir de 2021 vai se chamar Aston Martin, terá novas instalações em meados do ano que vem.
 
“Alguns dos projetos de expansão já foram iniciados, como mais capacidade de fabricação. Mas tudo está em espera agora. Ninguém está trabalhando. Então, se voltarmos, não sei, talvez no fim de maio? Acho que no meio de maio. De meados de março a meados de maio, dois meses, portanto, tudo vai ficar um pouco atrasado. Então, ainda estamos expandindo. Vai ser tudo dois meses depois [do previsto]”, salientou.
 
“E ainda teremos, com esperança, uma temporada compactada em 2020, o que também significa que vamos ter todas as mãos na massa para garantir que vamos correr da melhor forma possível nessa temporada. E isso pode incluir um pouco de atraso aos projetos em andamento, mas eles não foram cancelados, só adiados”, garantiu Szafnauer.

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