F1

Mesmo na “profissional” McLaren, Sette Câmara fica “um pouco mais confortável” por ter diretor brasileiro

De chegada na F1, Sérgio Sette Câmara vive um momento de conhecimento: dele próprio e das engrenagens de um time da categoria. No ano em que fará o desenvolvimento direto dos simuladores de Woking, acredita ser um conforto poder falar com outro brasileiro, no caso o diretor-esportivo Gil de Ferran. O homem da chefia, entretanto, discorda
Warm Up, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos
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Acertado para a temporada 2019 como piloto de desenvolvimento, Sérgio Sette Câmara tem na McLaren a responsável pela porta de entrada. No time de Woking, há ainda um outro brasileiro, este em posição de chefia: Gil de Ferran, o diretor-esportivo. O que isso pode trazer de bom para um jovem piloto? Algum conforto, segundo Sérgio.
 
A questão foi feita durante uma entrevista realizada com os dois no centro de hospitalidade da McLaren em Interlagos e que contou com a presença do GRANDE PRÊMIO. Embora tenha chegado à conclusão de algum conforto por se comunicar em português, foi incisivo ao reforçar que o principal é o profissionalismo. 
 
"É um ambiente muito profissional, mas ajuda no sentido de tornar mais confortável quando a gente fala com alguém, faz uma pergunta e pode ser em português. Ter uma empresa brasileira no time é interessante até pelo meu subconsciente de ver meu país na F1", pontuou.
Sergio Sette Câmara (Foto: F1/Twitter)
"Mas a forma como as decisões são tomadas com base nos resultados e no profissionalismo. Então não tem nada de preferencial, nenhum tipo de ajuda, só fica um pouco mais confortável", seguiu.
 
De Ferran pensa diferente. Para um dos homens fortes da nova McLaren, lidar com com gente do mundo todo a vários momentos acaba tirando o peso de um compatriota no ambiente de trabalho.
 
"O Sérgio falou bem com relação ao profissionalismo. Nós lidamos com engenheiros franceses, italianos, ingleses, japoneses, várias nacionalidades. No dia a dia, a nacionalidade não é um assunto que venha à tona na minha cabeça. Acho meio indiferente, pelo menos para mim", finalizou. 

GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do Brasil de F1 com os repórteres Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Gabriel Curty, Juliana Tesser, Nathalia De Vivo e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe tudo aqui.