Mesmo “preparado para a má notícia” desde acidente no Japão, Prost diz que morte de Bianchi “dói muito”

Alain Prost, tetracampeão de F1, também lamentou a morte de Jules Bianchi e disse que dói muito ver a perda de um jovem promissor. O francês ainda afirmou, entretanto, que já esperava pela má notícia desde o acidente sofrido por Bianchi no Japão

Quatro vezes campeão do mundo, Alain Prost disse que a morte de Jules Bianchi "dói muito". Ainda assim, o piloto francês mais bem sucedido da F1 admitiu que já se preparava para a trágica notícia desde o forte acidente sofrido pelo compatriota no dia 4 de outubro, durante a parte final do GP do Japão do ano passado.

Bianchi faleceu nove meses depois da fortíssima batida em Suzuka. O impacto sofrido na cabeça com o choque com uma grua deixou de imediato o piloto inconsciente e foi extensivamente danoso, sem dar chance de recuperação. Jules permaneceu em coma durante todo esse tempo e acabou não resistindo à lesão.

No comunicado oficial da morte do piloto, a família não escondeu a tristeza e a dor pela perda do jovem de 25 anos. “Jules lutou até o final, sempre o fez, mas hoje a luta chegou ao fim. A dor que sentimos é imensa e indescritível“, afirmou a nota.

Alain Prost lamentou a morte de Bianchi (Foto: Divulgação/F-E)

"A morte de Jules representa uma grande emoção e uma enorme tristeza, primeiro e acima de tudo para sua família e amigos", disse o tetracampeão à imprensa francesa, neste sábado (18).

"A notícia não vem como uma surpresa devido à lesão depois do acidente. Sabíamos, infelizmente, que o resultado seria provavelmente negativo, mas, ainda assim, dói muito. Ele tinha apenas 25 anos. Eu tenho um filho de 25 anos. E todos podem imaginar o que eles devem estar passando neste momento", completou.

Prost falou também sobre a carreira de Bianchi e acredita que o jovem estava prestes a trilhar um caminho de sucesso na F1. "A sua carreira era simples e correta. Provavelmente, ele era um dos pilotos que teve as melhores chances para chegar a um time de ponta, talvez a Ferrari. Ele era realmente um lutador", elogiou o ex-piloto.

"Duas semanas antes do acidente, Jean-Éric Vergne, Jules e eu saímos para um passeio de bicicleta e ali pude perceber o quanto de um espírito competitivo ele tinha", finalizou.

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